Soja e milho: clima e demanda firme influenciam na alta das commodities em Chicago

Com a demanda internacional em alta e problemas climáticos em países produtores, os contratos de soja e milho para março subiram.

Publicado por: MilkPoint

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Soja

Com a demanda internacional em alta e problemas climáticos em países produtores, os contratos de soja para março (atualmente os mais negociados) encerraram o pregão desta quarta-feira cotados a US$ 13,615 o bushel na bolsa de Chicago, com valorização de 1,08% (14,5 centavos de dólar). É o mais alto dos últimos seis anos.

Para Joe Stone, chefe da divisão da cadeia de abastecimento agrícola da Cargill, os preços da oleaginosa devem continuar altos e podem barrar a forte procura pelo grão. “A função do mercado agora parece ser racionar a demanda. Estamos apenas no início desse processo”, disse ele, durante fórum virtual do US Soybean Export Council.

Figura 1

Sobre o clima, Stone lembrou que a Argentina sofre com uma forte seca que deve afetar a produção de soja e milho do país, e talvez a safra de inverno de trigo. O Sul brasileiro enfrenta o mesmo problema, mas em menor intensidade.

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Mas Alan Sunderman, da StoneX, fez um alerta: “Espera-se que grandes fundos de investimento ajustem suas carteiras este mês, o que pode fazer com que os preços dos grãos caiam na bolsa de Chicago”, disse.

Segundo Sunderman, após a intensa valorização dos contratos futuros dos grãos, especialmente da soja, no ano passado, os fundos podem optar por se desfazer de suas posições e transferir os recursos para commodities mais baratas — num esforço também para reequilibrar as porcentagens dos ativos que compõem suas carteiras. Esse rebalanceamento normalmente ocorre do 5º ao 9º dia de negociação dos meses de janeiro. 

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No mercado do milho, os contratos para março fecharam com alta de 0,7% (3,25 centavos de dólar), a US$ 4,95 o bushel, sustentados por sinais de estímulo do lado da demanda.

Milho

Figura 2

Pela primeira vez desde outubro, a Administração de Informação de Energia americana (EIA, na sigla em inglês) apontou uma queda semanal nos estoques de etanol do país.

De acordo com os dados, os estoques do biocombustível totalizaram 23,28 milhões de barris na semana encerrada em 1° de dezembro, o que representa uma queda de 220 mil barris em relação à semana imediatamente anterior.

Enquanto isso, a produção de etanol aumentou ligeiramente, de 935 mil para 1 milhão de barris por dia. Após semanas de aumento nos estoques e estagnação na produção, o relatório da EIA foi recebido com otimismo entre os traders que esperavam uma retomada no consumo de etanol nos EUA.

Mais cedo, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) havia comunicado a exportação de 102,6 mil toneladas de milho americano para destinos desconhecidos, com entrega prevista para a safra 2020/21. O informe de vendas do USDA é um dos termômetros de demanda por grãos observados pelo mercado.

Na análise da consultoria Marex Spectron, contudo, os preços do milho não têm fôlego para sustentar uma alta para US$ 5 o bushel ou mais. 

Destoando da soja e do milho, os contratos futuros de trigo para março caíram na bolsa de Chicago — 0,99% (6,5 centavos de dólar), para US$ 6,475 o bushel.

As informações são do Valor Econômico.

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