Sindileite contesta reclamação de achatamento dos preços pagos pelo leite in natura aos pecuaristas goianos

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A direção do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Goiás (Sindileite) anunciou sexta-feira (06) que o leite de Goiás é atualmente o mais caro do País. O presidente do Sindileite, Domingos Vilefort, apresentou dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), para comprovar que, em maio, o preço do leite em Goiás registrou variação positiva de 16,5%, em relação ao mesmo período do ano passado, seguido de longe pelo Rio Grande do Sul, com 5,5%, e Minas Gerais, com 4,9%.

Numa comparação dos preços médios de maio com os do mês anterior, o leite em Goiás também registrou alta de 5,42%, a maior do País, seguida pelo Paraná, com alta de 4,10%. De acordo com o Cepea, os preços médios nominais do leite no País subiram por 18 meses consecutivos, o que é atribuído, em grande parte, a uma acirrada concorrência entre os laticínios. O estudo destaca ainda que, na outra ponta, a concorrência da indústria para colocar seus produtos no atacado e no varejo impede que seus preços sejam reajustados na mesma proporção dos aumentos concedidos ao leite in natura.

Ajuste

O sindicalista admite que algumas indústrias já reduziram os preços pagos ao produtor e outras terão necessariamente de fazê-lo para ajustar-se ao preço médio pago no País. Ele mostrou que, de acordo com os dados do Cepea, a média nacional do leite C em maio foi de R$ 0,4514 o litro, enquanto o produtor goiano recebeu em média, no mesmo período, R$ 0,5011. Em São Paulo, o maior centro consumidor do País, o leite registrou média ainda menor que a nacional, em maio, de R$ 0,4409 o litro.

"Como 80% da nossa produção de leite são comercializados para outros Estados, a maior parte para São Paulo, não faz o menor sentido que os preços médios ao produtor aqui sejam superiores aos de lá. Perderíamos por completo a competitividade", disse Vilefort. Ele admitiu que os ajustes são inevitáveis, acrescentando que se a redução dos preços fosse um ato deliberado da indústria, ela faria isso na época da safra, quando teria até mesmo o argumento de excesso de oferta.

"Parece contra-senso falar de redução de preço no início da entressafra, mas a verdade é que o consumo está em queda em todo o País, os laticínios estão estocados e a alternativa de exportação cada vez menos viável com o declínio da cotação do dólar", ressaltou.

Ele mesmo lembra, entretanto, que também não parece lógico que os preços do leite tenham subido durante toda a safra, apesar do aumento de produção.

Vilefort afirmou também que a indústria não reclama porque entende que tudo é uma questão de mercado. "Se a demanda cresce, os preços ao produtor vão se elevar naturalmente, independente da época do ano. São oscilações próprias de mercado, contra as quais pouco ou nada podemos fazer", afirmou. Para ele, a lei da oferta e da procura não vale apenas para o leite, mas para qualquer mercadoria. "Basta ver o que está acontecendo com o milho, que no final do ano passado foi vendido até a R$ 30,00 no mercado goiano, e hoje pode ser encontrado facilmente a R$ 17,00 ou R$ 18,00 a saca", argumentou.

Fonte: O Popular/GO (por Edimilson de Souza Lima), adaptado por Equipe MilkPoint
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Sindicato dos Produtores Rurais de Lima Duarte
SINDICATO DOS PRODUTORES RURAIS DE LIMA DUARTE

OUTRO - MINAS GERAIS

EM 11/06/2003

Após serem incentivados a produzir leite, agora os produtores goianos estão conhecendo a realidade de um "mercado" manipulado pelos cartéis do leite. É a velha prática do repasse de todos os problemas da cadeia nas costas dos produtores, incapazes de imporem mecanismos que respeitem seus custos. A única saída são regulamentações que tragam estabilidade aos "mercados", como aliás o fazem todos os países desenvolvidos. Por enquanto, resta a nós a exploração! Falando em exploração, e as CPIs ?
José Almeida de Oliveira
JOSÉ ALMEIDA DE OLIVEIRA

MAJOR ISIDORO - ALAGOAS - EMPRESÁRIO

EM 09/06/2003

Sr. Domingos Vilefort: Enquanto o preço médio em Goiás foi em maio R$0,5011, no Estado de Alagoas, nosso famigerado CARTEL formado pelas Indústrias ditou R$0,4000 e ainda somos importadores de leite e derivados provenientes do Sudeste. O custo aumentando, a produção estável e o produtor se desfazendo de seu patrimônio a fim de solver com seus compromissos oriundos em sua maioria da atividade. Grato pela Atenção,
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