Setor lácteo projeta aumentos de preços expressivos ao longo de 2016
Acreditamos que preços até R$1,30/litro ao produtor sejam possíveis em 2016, com nossa projeção de preços ao produtor para o ano ficando entre 15 e 18% acima de 2015. A grande questão é: até onde o consumidor conseguirá pagar? E você, até onde acredita que os preços podem chegar? Acesse e comente.
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Mas qual é o embasamento para que, num cenário de crise econômica, os preços subam de forma tão expressiva? As respostas encontram-se pelo lado da oferta:
- Margens do produtor comprometidas ao longo de 2015 devido aos baixos preços praticados.
- Problemas climáticos no final do ano no Sudeste, Centro-Oeste e Sul.
- Previsão de aumento de preços com ração ao longo de 2016: mercados futuros apontam para alta de 16% para a soja e 34% para o milho.
Ou seja, apesar da previsão de aumentos de receitas, o produtor terá nos custos de produção um grande desafio para obter retorno com a pecuária leiteira.
Levantamento do MilkPoint Mercado já apontou que na primeira quinzena de Fevereiro, a média Brasil para os preços de leite spot ficou em R$ 1,22, registrando alta de 9 centavos com relação à segunda quinzena de Janeiro, o que confirma a “euforia” em relação aos preços no campo, que deve também se refletir no pagamento ao produtor (embora em menor intensidade). Esse valor é 44 centavos acima do verificado no mesmo período no ano passado.
No mercado de derivados, os preços de leite UHT já apresentaram reação nesse início de ano, o que reforça a tendência de alta de preços no campo. Segundo levantamento do MilkPoint Mercado, o leite longa vida (posto na cidade de São Paulo) apresentava média de R$1,92/litro no final de dezembro. Já na primeira semana de fevereiro, o produto teve média de R$2,12/litro, um aumento de 10,4% somente nesse início de ano (um aumento atípico para esse período do ano).
No entanto, é preciso cautela: com a economia em retração e os preços internacionais em patamares abaixo de US$2.000/tonelada, a importação de produtos pode frear o mercado interno. Análises do MilkPoint Mercado apontam que hoje, para evitar importação de produtos do Mercosul nos atuais patamares de preço internacional, a taxa de câmbio deveria estar em R$4,50/US$.
Diante deste cenário, Carlos Venturini, Coordenador de Conteúdo do MilkPoint Mercado afirma: "acreditamos que preços até R$1,30/litro ao produtor sejam possíveis em 2016, com nossa projeção de preços ao produtor para o ano ficando entre 15 e 18% acima de 2015. A grande questão é: até onde o consumidor conseguirá pagar?"
E você, até onde acredita que os preços podem chegar? Comente no espaço abaixo!
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MilkPoint
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BURI - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 24/09/2016
preço do leite subiu porque faltou no mercado x causa do alto preço da produçao
todo mundo que podia foi entrar de entrar no mercado ou produzir mais
agora fim da festa, o preço subiu mais do que o consumidor aguentaria pagar, o leite esta sobrando nos estoques do mercado, o verão esta chegando com aumento da produção, o preço vai voltar despencar, muitos produtores vão desistir e a historia recomeça tudo de novo!
É a historia da cigarra e da formiga, tem que se preparar para as epocas das vacas magras!

EM 23/09/2016
ENQUANTO OS GRANDES LATICINIOS BRIGAM, E DESFAVORECEM O PRODUTOR??
ISSO ESTÁ CORRETO???

RIO DE JANEIRO - RIO DE JANEIRO - ESTUDANTE
EM 04/07/2016

AMÉRICO BRASILIENSE - SÃO PAULO - ESTUDANTE
EM 27/06/2016
LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS
EM 26/02/2016
A industria laticinista nacional é uma das mais pulverizadas do mundo, portanto longe de ser um "oligopólio concentrado". Se não me engano, as 10 maiores não detém juntas nem 30% do volume processado;
Estudos do próprio Milkpoint evidenciam uma perda grande da fatia de mercado para a industria nos últimos anos. Parte assumida pelos produtores e a maior fatia pelo varejo.
Acredito sim que o Varejo tem participação forte com a organização de grandes redes e hipermercados, com advento maior do "Atacarejo";
Não existe manipulação artificial de preços. Essa é uma reclamação antiga dos produtores e que nesse momento não se justifica. Estamos cada vez mais no conceito de livre mercado. Hora um elo se sobressaindo sobre o outro e vice-versa.
Concordo com você que só a eficiência é capaz da reverter essa situação na cadeia produtiva do leite;

CAMPO BELO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 23/02/2016
Gostei muito das suas colocações e atrevo-me a dar uma opinião sobre este mercado.
Quando classificamos os diversos tipos de mercados da cadeia produtiva do leite, verificamos: 1) Produção de leite - mercado com concorrência perfeita, 2) Indústria - Oligopólio Concentrado, 3) Comércio - Concorrência Imperfeita ( ou seja, grandes, médios e pequenos comerciantes).
Nesta luta de empurra e puxa, o grande ator é a indústria que tem o poder de fixar o preço pago ao produtor e recebido do consumidor. Neste intervalo tem como objetivo operar a plena capacidade em volume para alcançar maior lucratividade possível.
A medida que o consumidor se recusa a pagar o preço estabelecido, os estoques na indústria tendem a avolumar-se e os preços de venda recuam.
Entretanto, a indústria deve continuar com seu objetivo de operar a capacidade máxima e lucro máximo. Neste primeiro momento( curto prazo ), não tenham dúvida, a redução dos custos necessária é conseguida pela redução de preços pago aos produtores de sua bacia leiteira. Em outros momentos ( médio e longo prazos ), a indústria procura investimentos para induzir a redução de seus custos operacionais, investimento em marketing e propaganda para ganhar mercados, investir em qualidade e longevidade dos produtos, etc.
Assim é uma constante a evolução da indústria, o investimento esta sempre acontecendo naturalmente. A sustentação deste investimento é paga pela margem da indústria, pois somente paga-se investimento com lucros.
Muitas bacias leiteiras são empobrecidas quando a indústria que as controla esta em investimento e o mercado consumidor esta fraco. Em outro extremo, também é verdade que a bacia leiteira é valorizada quando a indústria tem baixo custo, e o preço de venda é compatível com o momento econômico positivo do consumidor .
Sabendo disto, amigos, a solução é sermos eficientes e produtivos o suficiente para aguentarmos os solavancos.
Devemos ser mais produtivos que os americanos, ter menores custos que os neozeolandeses e subsidiados igualmente aos europeus.
Atenciosamente,

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 17/02/2016
Estes preços sonhados só acontecerão se o tonelada de leite em pó passar dos 3000 dólares e o dólar continuar nos 4 reais, desse modo teremos outra demanda a exportação e assim paramos de importar.
LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS
EM 16/02/2016
Diversos estudos, inclusive da Milkpoint, sobre as margens do setor mostra quem está podendo mais, e não é a indústria.
As margens da indústria estão cada vez mais achatadas entre a matéria prima e o varejo. Por sua vez, os custos dos produtores seguem subindo também e quem sempre se salva é o varejo.
Em virtude disso, a maioria das indústrias aumentou a sua eficiência e está sobrevivendo. Muitos produtores procuraram ajuda em plataformas como a Educampo e o Balde Cheio e estão sobrevivendo.
Como não estamos na ponta da cadeia temos que olhar da porteira pra dentro e esperar o mercado acontecer. É só o que nos resta.
Abraço

ANÁPOLIS - GOIÁS - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS
EM 16/02/2016

CONSTANTINA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 16/02/2016
Agradeço as respostas. Fico feliz em ver opiniões fundamentas e que geram um debate que pode gerar resultados.
No entanto fico triste com a principal conclusão que tiro de tudo isso: A cadeia produtiva e os consumidores estão abandonados em uma terra sem leis, sem limites, sem justiça! Onde quem pode mais chora menos (como diz o ditado). Sabemos infelizmente quem é que pode e quem é que chora.
BELA VISTA DE GOIÁS - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 15/02/2016
As industrias estão crescendo, melhorando e diversificando seus produtos, e nos produtores que estamos firme na atividade e tentando crescer, temos que continuar firme, porque cada dia que passa a industria vai depender mais de nós e ai vai ser a nossa hora de colocar preço no nosso produto!
Mas nos produtores podemos de fazer a nossa propaganda interna e externa, servindo e divulgando o nosso produto para as pessoas que estão próximas de nós! Fica a pergunta: quantos produtores de leite servem leite para as visitas em suas casas?
Porque nós achamos que R$3,00 em um litro de leite é caro para o consumidor final, mas as pessoas compram refrigerante por este valor e concordam?
Temos que mudar isto, pagar R$3,00 em um litro de leite é muito barato! Porque é normal pagar R$20,00 em um kg de carne e depois acham caro pagar R$20,00 em um kg de mussarela, que na minha opinião é muito barato!
Abraços a todos!!!!

UMUARAMA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 15/02/2016
LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS
EM 15/02/2016
Leite a 1,50 ao produtor terá de ser repassado pelo atacado (Indústria) a 2,50 à 2,70 para cobrir custos.
A Indústria tem que marcar em média de 1,00 a 1,20 a mais do que o custo da matéria prima para bancar custos de embalagem, usinagem, logística e distribuição para trabalhar com EBITDA de 3% em média (nada tão astronômico como pregam alguns);
Quando chega no Varejo é que a coisa desanda. Com volumes restritos, o Varejo tende a remarcar com mais força os preços. Para exercitar, sem contar promoções, em UHT repassado entre 1,80 a 1,90 no fim do ano o varejo praticou em média 2,50 nas gôndolas. Com volume entrado em queda eles vão passar rapidamente da casa dos 3,00 a 3,20;
Respondendo ao comentário do amigo Genésio, realmente o brasileiro tem menos restrição a pagar cerveja de 7,00 do que leite a 3,50 (questão cultural), mas segundo relatório do Kantar Worldpanel o consumo de bebidas recuou 11% enquanto os alimentos recuaram em média 5%, essa conta vai chegar para a cerveja gelada também;
O brasileiro está endividado, economizando mais na gôndolas, indo menos ao varejo (priorizando compras de mês). O brasileiro está com medo de consumir;
Não estou querendo ser pessimista, longe disso: Só acho que os produtores tem que aproveitar ao máximo o pico de preços de leite (se o custo permitir) sem ilusões rasas como a que algumas pessoas criam;
O importante é fechar o ano com preço médio que recomponha as perdas de 2015 e que sustente a alta de custos de 2016;
Abraço
CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO
EM 15/02/2016
1. O leite segue uma cadeia produtiva, tipicamente com os seguintes elos diretos no comando de cada etapa (leite produzido e consumido domesticamente):
produtor (a) > indústria (b) > atacadista (c) > distribuidor (d) > verejista (e) > consumidor
2. Estes se subdividem em entes, normalmente distintos:
produtor (a) > transportador 1° percurso (b) > posto de resfriamento (b) > transportador 2° percurso (b) > processamento industrial (b) > transportador 3° percurso (c) > armazém (c) > transportador 4° percurso (d) > loja (e) > consumidor
Podendo após (a) existir, ainda, organizações de produtores (a1) que atuam como intermediárias entre produtor e indústria.
Todos estes tem custos a serem obrigatoriamente cobertos e nenhum deles determina quanto vai receber pelo seu produto e serviço agregado. NENHUM.
Numa economia livre, a qual acredito que devemos lutar para preservar, a coisa funciona da seguinte maneira:
1. Todos os elos, sem exceção de nenhum, tentam receber o MÁXIMO que podem ao vender.
2. Todos os elos, sem exceção de nenhum, tentam pagar o MÍNIMO que conseguem para cumprir sua parte (produzir, transportar, transformar ou vender).
3. Este "puxa e empurra" se transforma num valor final ao consumidor que, nada mais é, que uma TENTATIVA para ver se "cola".
Se colar, todos remuneram seus custos e extraem uma margem para continuar.
Se não colar, transfere-se do varejista até o produtor o recado "não colou, aqui está o que aceitaram".
Agora agrega nesse maravilhoso processo:
- Expectativa de demanda futura (fraca, forte, inexistente, enlouquecida etc.).
- Perspectiva de oferta (muito leite, pouco leite, normal).
- Necessidade maior ou menor de girar volume para ultrapassar o ponto de equilíbrio, abaixo do qual o elo em questão não é viável.
- Renda do consumidor (folgada, apertada, normal).
- Percepção do consumidor (maior/menor importância dos lácteos, sensação de que preços vão subir/baixar, capacidade de espera etc.).
- Estoques domésticos.
- Estoques mundiais.
- Pressão importador/exportador.
Tudo isso opera na mais perfeita harmonia. É extremamente complexo e funciona maravilhosamente quando governos não inventam de se meter.
Em todos os países livres é assim e em todos os lugares, todos os anos, indivíduos não conseguem aguentar a pressão resultante e precisam abandonar a atividade. Isso ocorre em TODOS os elos, que ou fecham ou mudam de atividade ou produto.
Como resultante do complexo jogo de puxa e empurra acima o que tem se observado é que os grandes "atacarejos" (Walmarts da vida) tem ficado com maiores margens, no comparativo com os outros elos, mas só no comparativo. Na verdade, todos tem ficado com menores margens absolutas em R$/L, todos.
Isso também é parte natural do processo: escalas cada vez maiores são necessárias para se manter na atividade.
Este é um resumo, mas ilustra como REALMENTE funciona.

CONSTANTINA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 15/02/2016
Pra mim é uma conta lógica, se o produtor recebe digamos R$ 1,00 e o consumidor pagava até poucos dias R$ 2,00 temos uma diferença de R$ 1,00 (arredondando a conta). Se o leite pago ao produtor subir para R$ 1,30 o consumidor vai pagar quanto??? R$ 2,30 ou R$ 3,20...R$ 3,50 (DIFERENÇA SOBE PARA R$ 2,00 APROXIMADAMENTE). Imagino que aumentem os impostos sobre este valor maior, sei lá, mais alguma coisa. Mas o custo da industrialização continua o mesmo (afinal continua sendo 1000 Ml de leite dentro de uma caixinha), o custo do frete continua sendo o mesmo (afinal o volume dentro do caminhão continua o mesmo), o funcionário, o repositor da prateleira, o caixa do supermercado, o motorista do caminhão.....enfim, não consigo sequer imaginar oque pode ocasionar essa diferença ENORME!!!!!

GURUPI - TOCANTINS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 15/02/2016

ANÁPOLIS - GOIÁS - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS
EM 15/02/2016

CAJURU - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS
EM 15/02/2016
Acredito que esteja chegando a hora de o setor varejista rever as suas margens para o segmento de lácteos.
Não será mais possível o Produtor e a Industria ficarem com as menores margens, enquanto lhes são imputados os maiores custos da atividade.
Se essa mudança não acontecer pelo amor, via entendimentos no setor, deverá ser pela dor.
abs

SÃO GONÇALO DO SAPUCAÍ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 14/02/2016
Não obstante, o fim da escravidão há mais de um século , os produtores de leite no Brasil trabalham sem nenhuma remuneraçao, semelhante ao trabalho escravo e pela legislação brasileira, isto é crime. Pergunto onde onde está o Governo, as lideranças da classe , a turma dos direitos humanos? A quem caberia a apuração dessa situação injusta e criminosa com os produtores de leite? Ha um ano recebiamos 45 centavos de dolar por litro de leite e hoje recebemos apenas 25 centavos uma redução de 55% no preço em dolar, raciocino em dolar porque os insumos que compramos sobem de acordo com o dolar. A solução que vejo seria uma intervençaõ do governo definindo o percentual de participaçao do produtor,considerando toda a cadeia do leite,tendo como base o preço médio do leite uht em 6 capitais mais populosas do pais.
Exemplo: Preço médio em fevereiro - R$ 2,60 centavos- Produtor receberia 50%- ou seja R$1,3 centavos- O Láticinio receberia 40% ou seja R$1,05 centavos, o distribuidor final ( Supermerado) 10% ou seja 0,26 centavos por litro de leite. Pergunto; temos Governo? Temos representação de classe?
Lei de mercado só funciona para os mais fracos, naõ funciona para o preço da gasolina do diesel, da energia elétrica, para o preço dos juros e muitos outros setores privilegiados concordam?
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GUAPÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 14/02/2016