A implantação da Portaria 56 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que a partir de julho de 2005 vai exigir um rigor maior na qualidade do leite, foi um dos temas abordados no Seminário de Bovinocultura de Leite, ontem (10), em Chapecó (SC).
O evento foi realizado pelo Núcleo Oeste de Medicina Veterinária. Segundo o professor de Imunologia da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), Adil Vaz, a portaria vai exigir maior qualidade de manejo e sanidade, sem resíduos de antibióticos e com limites iniciais de um milhão de células somáticas por centímetro cúbico de leite.
Além disso, a portaria estabelece uma série de normas de resfriamento e higiene. Vaz disse que um dos principais problemas do Estado é a mastite, que atinge entre 30% e 40% do rebanho bovino catarinense. Para tentar combater a doença, a Udesc iniciou a construção, em Lages, de um laboratório para analisar mensalmente de 20 a 30 mil amostras.
Vaz ressaltou que a Udesc está pleiteando junto ao governo do Estado recursos para a construção do laboratório, que custa R$ 1,2 milhão. A iniciativa faz parte de um programa estadual de qualidade do leite, que deve ser implantado a partir da conclusão do laboratório.
Fonte: Diário Catarinense, adaptado por Equipe MilkPoint
Seminário abordou qualidade do leite em SC
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