Sebrae aposta em economia circular para aumentar competitividade da cadeia do leite em Sergipe

Um projeto do Sebrae pretende aumentar a competitividade da cadeia produtiva do leite sergipana por meio da implementação de um modelo de economia circular.

Publicado por: MilkPoint

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O Sebrae lançou um projeto para aumentar a competitividade da cadeia produtiva do leite em Sergipe, através da economia circular. O objetivo é ajudar produtores a reduzir desperdícios e custos, aumentando lucros e criando novas receitas. Um estudo indica que 83,49% das empresas têm conhecimento limitado sobre economia circular. O Sebrae realizará um seminário em 5 de novembro para apresentar propostas que visam inovação e sustentabilidade no setor.
Um projeto do Sebrae pretende aumentar a competitividade da cadeia produtiva do leite sergipana por meio da implementação de um modelo de economia circular. A proposta foi apresentada a proprietários de laticínios de Nossa Senhora da Glória durante um workshop realizado no Escritório Regional da entidade no município.

Figura 1
Fonte: Sebrae. 

A ideia é oferecer conhecimento para que os produtores de leite reduzam desperdícios, aproveitem melhor matérias-primas, embalagens, energia e água, proporcionando assim a diminuição de custos operacionais, o aumento da margem de lucro e a criação de novas fontes de receita.

Um estudo da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estima que até 2050 será necessário aumentar em 70% a produção de produtos de origem animal para alimentar a população mundial. Para conseguir atender a essa demanda, os pesquisadores estimam que será necessário aumentar a produção total de alimentos e melhorar a eficiência das propriedades rurais.

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Dentro dessa lógica, o Sebrae busca disseminar junto aos produtores de leite o conceito de economia circular. Esse tipo de iniciativa é uma alternativa ao atual modelo linear de produção, ou seja, aquele que não prevê o retorno saudável dos materiais para o ciclo econômico ou para a natureza. A nova proposta consiste em fazer a gestão de recursos finitos para recuperar os seus valores, prezando pela regeneração e diminuição do uso de materiais.

Um obstáculo para a implementação desse modelo é a falta de conhecimento sobre o assunto. Segundo o estudo Engajamento dos Pequenos Negócios Brasileiros às Práticas de Economia Circular, de 2024, 83,49% das empresas têm conhecimento limitado ou inexistente sobre economia circular, o que indica um desafio para sua disseminação no ambiente empresarial. “Em vez de encerrar o ciclo no descarte, a economia circular busca prolongar a vida útil dos produtos e reintegrar materiais à cadeia produtiva. Assim, aquilo que antes seria considerado sobra, perda ou resíduo pode se transformar em insumo, economia ou até em uma nova fonte de receita”, explica o consultor internacional do Sebrae, Emílio Beltrami.

Disseminação

Para aplicar esse tipo de iniciativa nas propriedades rurais, o Sebrae realizou visitas a diversos laticínios do município de Nossa Senhora da Glória, localizado no Alto Sertão sergipano. O objetivo foi conhecer as práticas adotadas pelos empreendedores em relação á entrada de matéria-prima, ao ciclo de vida do produto (etapas que um item percorre no mercado, desde a sua criação até a retirada definitiva) e gestão de resíduos.

O trabalho também buscou identificar o grau de conhecimento dos produtores sobre o assunto. “Dentro de um laticínio é possível, por exemplo, melhorar o uso da água, energia, embalagens e subprodutos, adotar processos que diminuam perdas na produção e transporte, coordenar todos os elos da cadeia, ou seja, desde a matéria-prima ao produto final além de melhorar o controle sanitário”, ressalta o consultor Emílio Beltrami.

Um outro caminho segundo ele, é transformar essas empresas em fábricas inteligentes. Isso passaria pela digitalização e automação dos processos industriais com uso de dados, sensores, sistemas de gestão e soluções tecnológicas mais avançadas, permitindo assim monitorar produção, controlar qualidade em tempo real, otimizar logística e desenvolver produtos mais adaptados às novas demandas de consumo.

A partir do diálogo com os produtores, o Sebrae está construindo uma proposta de atuação, que será apresentada em um seminário no dia 5 de novembro, em Nossa Senhora da Glória. “A nossa meta é agregar inovação, sustentabilidade e melhorar a competitividade desses empreendimentos. O mercado tem valorizado empresas que demonstram responsabilidade, eficiência e compromisso com soluções mais inteligentes e os pequenos negócios precisam estar atentos a esse cenário”, pontua Luís Nakanishi, analista técnico do Sebrae.

Figura 2
Fonte: Sebrae

As informações são da Agência Sebrae de Notícias.

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