São Paulo cria fundo para pecuaristas em casos de febre aftosa

A partir de maio deste ano, o Estado de São Paulo contará com o Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC), que vai agilizar respostas em casos de febre aftosa no rebanho e garantir ressarcimento pelo valor dos animais.

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A partir de maio, São Paulo implementará o Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC), visando agilizar respostas a surtos de febre aftosa e garantir ressarcimento aos produtores. Com a vacinação contra a doença suspensa desde 2024, o fundo permitirá notificações rápidas de suspeitas e ações eficazes da Defesa Agropecuária, mantendo o status de área livre de aftosa e protegendo o mercado de carne bovina.

A partir de maio deste ano, o estado de São Paulo contará com o Fundo de Defesa da Sanidade Animal para a Pecuária (Fundesa-PEC), que vai agilizar respostas em casos de febre aftosa no rebanho e garantir ressarcimento pelo valor dos animais.

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“A criação do Fundesa-PEC representa um passo estratégico para fortalecer o sistema de defesa sanitária de São Paulo. Estamos estruturando um mecanismo que protege o produtor, garante capacidade de resposta rápida diante de emergências e reforça a credibilidade da carne paulista nos mercados mais exigentes do mundo [...]”, afirmou Geraldo Melo Filho, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, em nota.

Livre de aftosa sem vacinação

A vacinação contra febre aftosa no gado está suspensa desde 2024 em São Paulo, medida que integra uma estratégia nacional do Ministério da Agricultura. Nesse contexto, o Fundesa-PEC surge para garantir uma resposta rápida ao pecuarista em caso de surto da doença. São Paulo não registra casos de febre aftosa há 30 anos. O estado mantém o status de livre da doença sem vacinação.

“O fundo garante que o produtor notifique rapidamente qualquer suspeita de reintrodução da doença. Quanto mais rápido essa notificação ocorrer, mais rápidas serão as ações da Defesa Agropecuária. Assim, o foco pode ser contido mais cedo e o status de área livre sem vacinação pode ser retomado mais rapidamente”, destacou Luiz Henrique Barrochelo, diretor da Defesa Agropecuária.

Com isso, o impacto sobre o volume de exportações de carne bovina é reduzido e diminuem os riscos de o pecuarista perder mercados. “Sabemos que a febre aftosa pode causar a eliminação do rebanho. Para que o produtor não fique no prejuízo, foi criado esse fundo, que garante ao produtor a indenização caso isso aconteça”, acrescentou Barrochelo.

As informações são do Globo Rural, adaptadas pela equipe MilkPoint.

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