A distorção tributária entre os três estados do Sul do Brasil é apontada como um dos agravantes para os problemas enfrentados pelo setor leiteiro catarinense.
De acordo com dados da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Derivados de Santa Catarina (Sindileite), enquanto o Rio Grande do Sul oferece isenção total ao leite longa vida, no Estado a alíquota é de 7%. No Paraná, a ricota e o queijo branco têm taxa de 7% de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias). Em Santa Catarina, a incidência é de 12%.
Nos 21 municípios que compõem o extremo-oeste, são produzidos cerca de 14 milhões de litros de leite ao mês. Isso caracteriza a região como a maior bacia leiteira do Estado. No entanto, a maior parte da produção é vendida in natura a outros estados.
Sem a industrialização, não há retenção de ICMS no município e a geração de novos postos de trabalho fica reduzida. "Deveria ser cobrado ICMS sobre a matéria-prima e incentivada a industrialização", reivindica um documento assinado em conjunto pelos presidentes da Fiesc, José Fernando Xavier Faraco, e do Sindileite, Mauro Dresch.
A carta será entregue no próximo dia 22 ao governador Luiz Henrique da Silveira, na visita que fará à região. Outra reivindicação da indústria é de condições facilitadas de crédito, de acordo com o lucro da atividade.
Fonte: Diário Catarinense, adaptado por Equipe MilkPoint
Santa Catarina: entidades encaminham reivindicações
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