RS: preço médio do litro do leite tem redução de 4,69%

Os preços do litro de leite no Rio Grande do Sul, na última semana, variaram de R$ 0,56 a R$ 0,66, com redução de 4,69% no preço médio em âmbito estadual, passando para R$ 0,61. Os produtores continuam buscando crédito para investir na atividade. Muitos produtores estão interessados na implantação de pastagens perenes de verão, informou o relatório semanal divulgado pela Emater.

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Os preços do litro de leite no Rio Grande do Sul, na última semana, variaram de R$ 0,56 a R$ 0,66, com redução de 4,69% no preço médio em âmbito estadual, passando para R$ 0,61. Os produtores continuam buscando crédito para investir na atividade. Muitos produtores estão interessados na implantação de pastagens perenes de verão, informou o relatório semanal divulgado pela Emater.

A produção de leite tende a aumentar com a melhora das condições climáticas, que está beneficiando o desenvolvimento das pastagens de inverno, como aveia e azevém, além de beneficiar também os animais. Se as boas condições climáticas persistirem, o mês de agosto já deverá ter um aumento na produção. A procura por novilhas e vacas prenhes continua alta e com preços elevados entre R$ 2.000,00 e R$ 3.500,00.

As informações são da Agência Safras.
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Huberto Itelvã Rockenbach
HUBERTO ITELVÃ ROCKENBACH

LAJEADO - RIO GRANDE DO SUL - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 13/08/2008

Resta saber se o produtor vai estar preparado para o aumento dos custos de produção e da queda substancial do preço do leite, já que o Estado conta com uma violenta sobra da matéria prima. O anuncio de novas empresas compradoras de leite fez com que os produtores buscassem matrizes já no ano passado e hoje esses animais estão produzindo e outros ainda vão produzir bastante leite.

O problema é que com os custos altos, os produtores vão começar a cortar custos e vai ser justamente no ponto mais fraco e mais caro: sal mineral, vacinas preventivas, concentrado balanceado, verminoses e outros. O produtor organizado, com reserva de alimento, com pastagens abundantes, com alternativas de alimentar cada categoria animal de forma mais eficiente, sobreviverá e terá animais sadios e ferteis para a próxima entressafra.

A pergunta é: por quanto tempo vamos aguentar a alta de custos? O vazio outonal está chegando e qual as alternativas? Técnicos e produtores devem sentar juntos e achar soluções para as dificuldades.
Qual a sua dúvida hoje?