RS: diretrizes do Governo Federal são apresentadas na CPI do Leite
Publicado por: MilkPoint
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Entre as principais medidas e estudos realizados pelo Governo Federal e seus desdobramentos, destaca-se a inclusão do leite em pó, mussarela e outros queijos na lista de exceção à Tarifa Externa Comum do Mercosul, lançada no início de 1998 e mantida após as mudanças na taxa de câmbio. A TEC atual é de 27% e existe proposta do Mapa de elevá-la para 35%.
Ele frisou ainda, a exigência de anuência prévia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), através da Secretaria de Defesa Agropecuária, para as importações de produtos lácteos; processo antidumping, solicitado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e conduzido pelo Governo Federal, contra as importações de leite da Argentina, Uruguai, União Européia, Austrália e Nova Zelândia. O que resultou em sobretaxa de mais de 20% nas importações e preço mínimo de 1,9 mil dólares do produto oriundo da Argentina e Uruguai.
A Instrução Normativa número 11, de 9 de setembro de 1999 do Mapa, proíbe utilização de leite importado em programas sociais, que utilizam verbas do Governo Federal; custeio pecuário de até R$ 60 mil por produtor, com taxas de juros de 8,75% fixos ao ano; no caso do Pronaf, o custeio de até R$ 5 mil e o investimento de até R$ 12,5 mil por produtor, tem juros fixos inferiores a 5%.
E, finalmente, linha de financiamento para a compra de máquinas e equipamentos específicos para a pecuária leiteira, o Proleite, com prazo de pagamento de até cinco anos e taxa de juros de 8,75% fixos ao ano. Segundo o delegado Vaz Netto, os debates promovidos pela CPI têm servido de alerta para a sociedade em geral sobre a realidade da cadeia produtiva.
Ações estaduais
O secretário em exercício da Agricultura e Abastecimento do RS (SAA), Carlos Guedes de Guedes, também apresentou, na CPI do Leite, as ações desenvolvidas pelo Governo estadual para o setor. Segundo ele, o Governo desenvolve mais de 40 ações voltadas ao setor, organizadas em cinco eixos (análise da cadeia, interação com a agricultura familiar, qualidade, coordenação da cadeia e promoção comercial) para garantir a competitividade da atividade.
Em três anos foram aplicados mais de R$ 116 milhões na cadeia agroindustrial do leite. Na interação com a agricultura familiar, foram beneficiadas mais de 31 mil famílias de produtores gaúchos. Através de programas da SAA, foram financiadas 18 mil matrizes leiteiras. O Programa Mais alimento está destinando R$ 24 milhões ao setor, do total de R$ 74 milhões previstos.
Os recursos destinados a investimentos na produção leiteira beneficiarão, aproximadamente, seis mil famílias de agricultores. Outra ação é o empenho do Estado para promover o fortalecimento do Sistema Coorlac (Companhia Rio-Grandense de Laticínios e Correlatos). Em 1999 o sistema contava com nove cooperativas vinculadas, hoje, são 21. A produção de leite passou de 5,2 milhões de litros para 9,5 milhões e os municípios abrangidos saltaram de 140 para 191.
Fonte: Diário Popular/RS, adaptado por Equipe MilkPoint
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