Rotina no RS, seca volta a prejudicar os produtores

No Rio Grande do Sul, os produtores contabilizam perdas na safra de milho pelo segundo ano consecutivo, e pelo mesmo motivo: falta de chuvas. A quebra desta safra, porém, poderá ser ainda maior que em 2019/20, quando a produção recuou 26,7%, para 4,2 milhões de toneladas. Desta vez, a colheita está estimada em 3 milhões de toneladas.

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No Rio Grande do Sul, os produtores contabilizam perdas na safra de milho pelo segundo ano consecutivo, e pelo mesmo motivo: falta de chuvas. A quebra desta safra, porém, poderá ser ainda maior que em 2019/20, quando a produção recuou 26,7%, para 4,2 milhões de toneladas. Desta vez, a colheita está estimada em 3 milhões de toneladas.

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“Se não fosse a estiagem, poderíamos colher mais 2,5 milhões de toneladas de milho e chegar a uma safra de grãos recorde no Estado”, disse o economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado (Farsul), Antônio da Luz. “O produtor aumentou a área e ampliou em 32% o investimento, mas o clima impediu esse avanço”, observou.

Se, por um lado, a oferta menor de milho deverá sustentar os preços do cereal, por outro aumentará os custos de produção de produtores de leite, suínos e aves, que já encontram dificuldades para adquirir o grão a preços competitivos.

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A produção gaúcha de arroz também deverá ser 3,4% menor que em 2019/20 (7,5 milhões de toneladas). A queda virá após uma produção 8,4% maior em 2019/20, mas que, ainda assim, não foi suficiente para evitar a disparada dos preços neste e ano no país. 

O cenário é reflexo da estiagem no período de plantio das lavouras de verão, comum em anos de La Nina. Em Mato Grosso, a estiagem atrasou o plantio da soja e trouxe prejuízos nas áreas semeadas entre 15 de setembro e 15 de outubro, equivalentes a cerca de 25% do total.

“Nesses casos houve não só replantio como mudança de estratégia. Muita gente partiu para o algodão ou milho de primeira safra. Nesses 25% a perda será considerável, já que as recentes chuvas não recuperam os prejuízos. Mas no restante, os relatos são de lavouras em boas condições”, afirmou o agrometeorologista Marco Antonio Santos, da Rural Clima. Para ele, porém, o pior já passou.

Conforme Santos, mesmo que ocorram períodos sem chuva nas regiões de grãos, eles não deverão ser tão extensos como os de setembro e outubro. Para ele, se as condições climáticas permanecerem como estão pelos próximos 30 dias, a safra brasileira de soja poderá chegar a até 136 milhões de toneladas.

As informações são do Valor Econômico.

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