Roberto Rodrigues inaugura equipamento de contagem bacteriana na ESALQ

Publicado por: MilkPoint

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Equipamento custou R$ 1 milhão e tem capacidade para analisar 150 amostras de leite por hora

Na sexta-feira (10), o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, esteve presente à Clínica do Leite da ESALQ/USP para inaugurar um equipamento que, na opinião de Paulo Machado, coordenador da Clínica, possibilita a análise de um item da qualidade do leite que é uma incógnita no Brasil: a contagem bacteriana.

A máquina fornecida pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) custou R$ 1 milhão aos cofres públicos, integrando as ações da RBQL (Rede Brasileira de Laboratórios de Qualidade do Leite), coordenada pelo Ministério e que envolve ESALQ, UPF, UFPR, Embrapa, UFRPE, UFG, UFMG e Lara, o laboratório de referência.

"O equipamento permite dar sustentação à Instrução Normativa (IN) 51, a qual exige análise de leite cru uma vez por mês, identificação de componentes do leite - gordura, proteínas, sólidos totais -, células somáticas (CS), contagem bacteriana e presença de antibióticos", observou Machado.

De acordo com suas informações, na Clínica do Leite, que entrou em operação em 1996 e recebeu equipamentos doados pelo empresário Lair Antonio de Souza, têm sido realizadas 300 mil análises por ano, abrangendo 40 mil tanques, 3,5 mil fazendas, 11 laticínios. "Esses números representam 4% das fazendas paulistas e 25% do leite produzido no estado", calculou, comentando que análise semelhante é realizada no Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e em Goiás, a partir deste ano.

Os resultados das análises têm indicado, segundo Machado, CS em torno de 530 mil/ml, 3,4% de gordura, 3,13% de proteínas e 12% de sólidos totais. Em comparação com os limites impostos pela IN 51, do leite analisado na Clínica, 8% estão fora dos padrões de CS; 11%, de gordura; 15%, de proteínas; 14%, de sólidos totais, representando aproximadamente 10% do leite analisado, ou seja, 90% dos produtores já correspondem à Instrução Normativa. "Só não temos ainda os dados de contagem bacteriana", acrescentou, citando os índices estadunidenses: 320 mil CS; 3,8% de gordura; 3,4% de proteínas; 12,8% de sólidos totais; e 25 mil bactérias por mililitro.

Com o novo equipamento, Machado afirmou que será possível verificar a higiene da ordenha, armazenamento e transporte, mediante análise do número de bactérias a um custo baixo - R$ 2,50 por amostra - e com capacidade para 150 amostras por hora - 20 a 50 mil por mês.

Para o ministro, essa relação entre poder público e iniciativa privada é necessária: "O Estado não tem como atender toda a demanda, é impossível avançar sem a parceria. Quando estava à frente da ABAG (Associação Brasileira de Agribusiness), elencamos sete temas - defesa sanitária, reforma agrária, infra-estrutura e logística, comunicação e informação de mercado, mecanismos de comercialização, negócios internacionais e organização do setor agropecuário -. A participação da Clínica do Leite possibilita agir no âmbito da defesa e da organização mediante informação, não tão relevante quanto aos atributos do leite, mas em benefício da saúde pública, pois perto da metade do leite no Brasil era consumido no mercado informal". Sua opinião foi acompanhada por José Roberto Postali Parra, diretor da ESALQ, para quem é fundamental a tecnologia gerada na instituição.

Lair de Souza argumentou que "apenas forneceu a ferramenta" nessa interação empresa/universidade, e que a análise da qualidade permitirá mudar a "cara" do leite brasileiro.

Machado reforçou a importância da RBQL para a produção láctea nacional com relação a rastreabilidade, qualidade, identificação dos produtores, diagnóstico da situação e conseqüente elaboração de políticas de melhorias, e profissionalização do setor, levando o país à auto-suficiência. "Os Estados Unidos fazem isso desde 1967, mas o que interessa é que estamos começando. A tecnologia existe, não é mais sonho", comemorou, destacando, porém, a necessidade de o MAPA ter um coordenador voltado exclusivamente a ações decorrentes dos resultados das análises, e indagando sobre o que deverá ser feito quando estes indicarem leite de baixa qualidade: "O que faremos com a informação? Quem informará ao produtor? O que ele fará com o leite? Precisamos de alguém que conheça os laboratórios, una os serviços de inspeção estaduais e federal e reúna informações sobre vacinação, ou seja, saiba onde os produtores estão".

Na opinião de Roberto Rodrigues, a Clínica foi um "gol" da ESALQ, brindado, em uma sexta-feira à noite, com leite A.

Paulo Machado, da Clínica do Leite, José Roberto Parra, diretor da ESALQ, Roberto Rodrigues, ministro da agricultura e Lair Antonio de Souza, da Fazenda Colorado


Fonte: Mirna Tonus, da Equipe MilkPoint
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joselito gonçalves batista
JOSELITO GONÇALVES BATISTA

OUTRO - MINAS GERAIS - EMPRESÁRIO

EM 13/10/2003

Fico ainda mais contente e parabenizo a equipe da Clinica do Leite por esta conquista, pois nos do Laticinios Taigor´s somos parceiros, e agora temos a possibilidade de ampliarmos as análises de controle qualitativo que efetuamos atraves da Clinica, que sempre atende com muita presteza a seus clientes/parceiros.
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