RJ: Governo combate concorrência predatória
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Em apenas um dos setores a ter a concorrência fiscal equilibrada via pagamento da diferença de ICMS a perspectiva é que sejam criados cinco mil novos postos diretos de trabalho no Rio de Janeiro, informou a subsecretária geral de Fazenda, Therezinha Freitas, ao reiterar que o governo estuda os pedidos apresentados por setores produtivos fluminenses atingidos pela guerra fiscal. "Temos a preocupação de preservar todos os setores produtivos fluminenses que estão sendo prejudicados por concorrência desleal gerada por benefícios fiscais dados nos Estados de origem", garantiu ela, sem indicar os produtos que serão alvos de tributação mais justa.
Ontem, o secretário de Fazenda, Nélson Rocha, também preferiu não antecipar os segmentos afetados pelas novas resoluções. Mas adiantou que a efetiva implantação do mecanismo de substituição tributária, adotado a partir deste mês para 21 novos setores, vai permitir ao governo estadual identificar outros segmentos fluminenses que estão sendo vítimas de concorrência desleal por meio do ICMS. Nesse sentido, também destacou a conclusão da montagem de um cinturão tributário no Rio, por meio da criação de sete barreiras fiscais nas divisas do Estado, o que permitirá a cobrança efetiva do imposto para produtos oriundos de outros Estados.
No caso do leite, a medida, aplicada em resolução publicada em maio, começa a afetar as entradas do produto proveniente do Rio Grande do Sul, Estado que isenta as vendas interestaduais. Tudo porque "as importações" devem pagar a alíquota de 7% antes de ingressarem no Estado.
A resolução 6.448, de 27 de maio de 2002, foi aplaudida pelos produtores de leite e a Federação de Agricultura do Estado do Rio de Janeiro. "A iniciativa adotada pela governadora Benedita da Silva é correta e encerra um tratamento tributário equivocado", elogiou o presidente da Federação de Agricultura, Rodolfo Tavares, reclamando que o pedido foi feito aos governos estaduais a partir de 93, quando começou a isenção no Rio Grande do Sul, mas ignorado seguidamente, contribuindo para o enfraquecimento da pecuária leiteira fluminense.
Antes da resolução 6.448, o leite gaúcho ingressava no Estado com a vantagem de 7% relativa ao não pagamento do ICMS, mais a presunção de crédito fiscal de 12% em favor ao Estado, provocando uma diferença efetiva de 20% comparativamente à produção leiteira fluminense. Em razão disso, o leite gaúcho longa vida Elegê, por exemplo, já respondia por vendas de 180 milhões de litros anuais ao Rio de Janeiro, quase 10% do mercado estadual, cujo consumo soma 2 bilhões de litros por ano.
A vigência da resolução contrariou tanto os produtores gaúchos que o secretário de Agricultura do Rio Grande do Sul, Angelo Menegat, esteve no Rio de Janeiro, no último dia 14, na tentativa modificar a tributação, não tendo sido bem-sucedido.
Fonte: Gazeta Mercantil (por Vagner Ricardo), adaptado por Equipe MilkPoint
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SÃO PAULO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 04/09/2002
contra concorrência predatória desleal com conivência oficial".
Lamento profundamente o fato de que nosso Governador, Dr. Geraldo Alckmin, e seus secretários da Fazenda e da Agricultura, não consigam ter a mesma visão política de auto-defesa e proteção da atividade produtiva paulista contra concorrência desleal.
Infelizmente, no entender de funcionários graduados da secretaria da Fazenda, o produtor de leite de São Paulo, é "incompetente e não consegue produzir com custos competitivos", e portanto "tem que fechar mesmo".
A falta de conhecimento, de sensibilidade e eventualmente de boa vontade é de tal ordem, que não se propõem sequer a ver o que está acontecendo, de verdade. Se apegam à questão de que "incompetente tem que quebrar" e se recusam a avaliar os reais motivos de tanto fechamento de fazendas produtoras de leite.
E a questão do desemprego? O setor leiteiro, depois da construção civil, é a que mais empregos diretos oferece. As vacas são vendidas em seguidas liquidações de plantéis, e são transferidas para outros estados que oferecem melhores condições de produção (via incentivo fiscal), enquanto os desempregados ficam por aqui, e vão engrossar as fileiras cada vez maiores dos sem-teto, sem-emprego, sem-nada, formando um contingente cada vez maior de problemas para os futuros governantes. E a perspectiva para São Paulo é muito negra, devido única e exclusivamente à cegueira e incompetência administrativa de nossos governantes.
Pelo amor de Deus, acordem e façam alguma coisa. Se não for pelo conceito e pela defesa do produtor paulista, pelo menos em defesa dos votos que estão perdendo!