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Rio Grande do Sul e Pará participam de intercâmbio virtual sobre pecuária leiteira

Neste delicado momento da pandemia provocada pelo novo coronavírus, quando distanciamento social e isolamento são obrigatórios para a contenção do avanço da doença, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-Pará) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS) contornam os quilômetros que separam uma ponta da outra do país e protagonizam uma parceria pioneira de Educação à Distância (EAD) para atualização em pecuária leiteira.
 
A iniciar neste mês, o Curso de Dieta para Vacas Leiteiras, com destaque para a apresentação da ferramenta eletrônica Boviter Leite, desenvolvida pela Emater/RS-Ascar para gerenciamento de rebanho com precisão de cálculos para a dieta e controle de nutrição das vacas em lactação, é o primeiro intercâmbio dentro do programa Conexão Ater - Brasil, uma iniciativa da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer).
 
A aula inaugural aconteceu na segunda-feira (18/05), às 9h, via skype e sob o suporte de uma plataforma de compartilhamento de material didático, como apostilas e vídeos.
 
Durante duas semanas, especialistas da Emater/RS-Ascar, que atuam no Centro de Formação de Agricultores de Teutônia (Certa), ministrarão aulas virtuais para 60 profissionais da Emater lotados nas diversas regiões do Pará, onde a agricultura familiar depende socio-economicamente da produção de leite e onde há potencial para a expansão da atividade: Capanema, Conceição do Araguaia, Ilhas de Belém, São Miguel do Guamá e Tapajós.
 
No primeiro módulo, serão seis aulas online (de uma hora e meia a duas horas de duração), ao vivo, com interação entre instrutores e alunos, sobre tópicos como fisiologia digestiva e variáveis de exigências nutricionais.
 
Depois da pandemia, será executado o segundo módulo, presencial (oito horas de duração), com visita in loco a propriedades nas quais os alunos já estarão aplicando os conteúdos. O módulo presencial considerará estudo de caso, mineralização e sanidade, entre outros temas.
 
Com o curso, o cadastro no Boviter Leite se tornará disponível gratuitamente para os técnicos da Emater-Pará participantes.
 
De acordo com o engenheiro agrícola e especialista em pecuária leiteira Diego dos Santos, extensionista da Emater/RS-Ascar e um dos quatro instrutores do curso, "com a Boviter, existe um salto de observação técnico-científica. É um ambiente de fácil utilização, inclusive para os produtores, com planilhas que permitem a automação de cálculos complexos para a dieta ideal, com o cruzamentos das inúmeras variáveis, como peso dos animais e média de produção de leite. Com a coleta de dados e a inserção na planilha de controle do rebanho, usada como gestão de rebanho e análise geral, organizamos e elaboramos os lotes de produção, para calcular a dieta de uma melhor maneira. É um acompanhamento rigoroso que não acreditamos ser possível se fazer no papel, pela compreensão do cotidiano típico do agricultor familiar", analisa.
 
Criada em 2012, a Boviter Leite aumentou a produtividade da pecuária leiteira das propriedades beneficiárias em até 293%, em um período de cinco anos, conforme estudo preliminar da Emater/RS-Ascar. "Ressaltamos, porém, que essa é uma estimativa em absoluto vinculada à realidade específica do Rio Grande do Sul, o que representa um conjunto de fatores próprios. São dados sem limitação de mão-de-obra, área ou alimentação. Temos certeza de que o uso de uma ferramenta como a Boviter na realidade do Pará, obviamente um uso adaptado às circunstâncias daquele estado, será uma agregação importantíssima, porém sob metas diferentes da nossa experiência original, no Rio Grande do Sul", adverte.
 
O presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri, avalia como muito positiva a iniciativa do programa Conexão Aters Brasil, que tem o apoio da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr). "Essa é uma ideia que vem sendo amadurecida entre as Emateres de diferentes estados. E para nós do Rio Grande do Sul fazer esse intercâmbio é uma alegria. Poder proporcionar esta capacitação será uma experiência importante, tanto para transmitir conhecimento como para buscar ideias novas. E teremos uma ótima oportunidade de mostrar para o Brasil o trabalho de qualidade que fazemos. Já estamos analisando firmar parcerias semelhantes com outros estados, como São Paulo e Santa Catarina", comemora Sandri.
 
Para a presidente da Emater-Pará, Cleide Amorim, "é um passo único. Estamos usando a tecnologia a nossa favor, driblando os empecilhos geográficos, para proporcionar capacitação de alto nível sem grandes custos. Imaginemos , por exemplo, o quão árdua seria a logística de deslocar e reunir equipes de municípios como Bannach e Brejo Grande do Araguaia. Selecionamos 60 extensionistas de diferentes formações técnicas e acadêmicas, sob o critério de vasta experiência com bovinocultura leiteira por meio da Emater. Essa primeira turma atuará como multiplicadora entre os colegas e os produtores", anuncia.
 
Modernidade
 
O Conexão Ater Brasil objetiva a troca de práticas e know-how, a partir da divulgação de projetos com resultados significativos.
 
"Esse intercâmbio entre Pará e Rio Grande do Sul será nossa primeira experiência em modelo remoto. Representa muito não só para as duas Emateres, mas principalmente para a Asbraer, porque reforça nossa capacidade de articulação, divulgação e implemento de projetos bem-sucedidos das associadas entre si. É mais um canal de democratização e difusão", salienta a diretora executiva da Asbraer, Mariana Matias.
 
A veterinária Cláudia Bouth, do escritório local da Emater em Mãe-do-Rio, no nordeste do Pará, uma das participantes do curso, comemora ressaltando sua "excelente expectativa". "É uma oportunidade de acentuar conhecimento, entender diversidades e, sobretudo, de nos atualizar. Vejo como um momento de troca, no qual todos saem ganhando."
 
As informações são da EMATER/RS.

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