Resolução federal prejudica queijo mineiro

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Os critérios de funcionamento e controle da produção de queijarias estão sendo considerados por entidades e produtores de queijo artesanal mineiros como um entrave para o segmento, segundo informa reportagem de Rodrigo Rievers de Almeida, publicada hoje na Gazeta Mercantil. A normatização do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Ministério da Agricultura e Abastecimento, publicada no último dia 2 de janeiro, no Diário Oficial da União (DOU), orienta o relacionamento dos fabricantes com o Serviço de Inspeção Federal (SIF), órgão que autoriza a venda fora estado. A determinação pode prejudicar pequenos produtores de queijo Minas dos tipos Serro, Catulés, Araxá e Canastra, instalados, respectivamente, nos municípios do Serro, Serra do Salitre, Araxá e região da Serra da Canastra.

Um dos pontos mais polêmicos da normatização para produção e comercialização do queijo artesanal mineiro é a necessidade de o leite utilizado na fabricação do queijo passar por tratamento térmico (pasteurização ou semi-pasteurização) antes de ser liberado para a venda em outras federações. Caso contrário, o produto ficará retido durante 60 dias, em um dos nove entrepostos mantidos pelo Serviço de Inspeção Federal (SIF) espalhados por Minas Gerais, a título de observação, controle e análise da qualidade. Somente após esse período, os queijos seriam liberados para consumo em outros estados.

Segundo Carlos da Silveira Dumont, diretor-presidente da Cooperativa dos Produtores Rurais do Serro, entidade que comercializa os produtos com marca queijo do Serro e recebe cerca de mil queijos artesanais prontos por dia, fabricados por pequenos produtores da região, a exigência de se realizar o tratamento térmico do leite acaba com toda a característica artesanal do queijo Minas tipo Serro, onde a atividade já tem mais de 200 anos de tradição, e cujo diferencial está justamente na utilização do leite in natura. Além disso, ele afirma que essa medida é contraditória e não leva em consideração a necessidade de construção de locais para armazenamento de toda a produção mineira de queijo artesanal.

Por Rodrigo Rievers de Almeida, para Gazeta Mercantil, 12/01/01
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