Os produtores de leite norte-americanos estão com esperanças de que uma nova proposta federal venha a determinar que os importadores de lácteos sejam obrigados a ajudar financeiramente no fundo destinado às campanhas de promoção do leite, como a "Got Milk?", e a "Ah, The Power of Cheese". Atualmente, somente os produtores de leite do país contribuem com esse fundo.
"Eu acho que eles deveriam apoiar esse fundo", disse Mark Thomson, produtor de leite da região de Springfield, Illinois. Atualmente, os produtores de leite norte-americanos reservam ao fundo - destinado exclusivamente para atividades que beneficiarão à indústria leiteira do país - cerca de US$ 0,33 por 100 quilos de leite vendidos. "Nós estamos pagando para promover nossos produtos e o deles", disse Larry Purdom, produtor de leite, referindo-se aos importadores de lácteos.
Os dois projetos de lei, que estão sob revisão no Congresso dos EUA, estendem essas tarifas destinadas ao fundo promocional aos importadores. Porém, os importadores de lácteos argumentam que os principais produtos vendidos por eles são queijos especializados importados, os quais ganham pouco apoio das campanhas promocionais, destinadas ao aumento da demanda de produtos lácteos.
A Federação Nacional dos Produtores de Leite dos EUA (NMPF) estima que, caso as tarifas sejam estendidas aos importadores de produtos lácteos, o fundo promocional terá um acréscimo de US$ 7 milhões a US$ 8 milhões por ano. Atualmente, o dinheiro destinado ao fundo proveniente dos produtores de leite locais geram cerca de US$ 240 milhões por ano.
A competição pelo mercado de lácteos norte-americanos, provocada pelos produtos importados, aumentou significativamente desde que as campanhas promocionais tiveram início em 1985, segundo Bill Perry, membro da cooperativa de lácteos Dairy Farmers of America. Segundo ele, quando as campanhas de promoção foram idealizadas e iniciadas, a competição dos produtos importados com os nacionais era tão pequena, que não havia sentido incluir os importadores no pagamento da taxa, destinada a esse fundo. Entretanto, Perry estima que cerca de 2 a 5% do mercado foi perdido para os importadores, e esse número permanece crescendo. Apesar de os queijos serem os principais produtos importados, outros produtos lácteos também podem competir com os nacionais. "Nós estamos vendo proteína do leite importada entrando no mercado, bem como produtos desnatados e em pó, e mais ainda está por vir", disse Perry. Segundo ele, essa competição deverá aumentar, à medida que as barreiras de importação forem diminuindo.
Perry e Purdom concordam que as campanhas promocionais dos produtos lácteos realizadas nos EUA contribuem para o aumento do consumo desses produtos.
Perry disse, entretanto, que ainda determinarão se os importadores ganharão um lugar na comissão de diretores da American Dairy Association, agência que administra esses programas.
Outros programas de promoção, como o da indústria de carnes norte-americana, já estão solicitando o auxílio financeiro dos importadores. Porém, de acordo com o Conselho de Exportações de Lácteos dos EUA (USDEC), os outros países não incluem os importadores nas campanhas promocionais - dando aos produtos norte-americanos campanhas grátis.
fonte: Springfield News Leader (por Karen E. Culp), adaptado por Equipe MilkPoint
Produtores dos EUA querem que os importadores de lácteos também paguem pelas campanhas promocionais do leite
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 2 minutos de leitura
Publicado por:
MilkPoint
O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.