Produtores de queijo minas têm que se certificar para continuar no mercado

Publicado por: MilkPoint

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Quem produz e comercializa o queijo minas artesanal em Minas Gerais precisa obter uma certificação de qualidade para se manter no mercado a partir de agora. A exigência veio com a lei estadual nº 14.185, de janeiro de 2002, aprovada pela Assembléia Legislativa com base em uma ação civil do Ministério Público. As regiões da Serra da Canastra, do Serro, do Alto Paranaíba e de Araxá foram definidas como centros produtores de queijo minas, onde a produção será permitida em conformidade com a tradição e a relação histórica com a comunidade.

A região do Serro foi a primeira a receber a certificação, no final do ano passado, e comercializa os produtos embalados dentro do padrão. Araxá deve ter a sua produção de queijo minas certificada até o fim desta semana. A região comercializa 30 toneladas do produto artesanal por semana.

O município contratou uma historiadora para fazer o trabalho de caracterização histórica do queijo na região. De acordo com o secretário de Agricultura de Araxá, Marco Antônio Rios, o trabalho foi entregue ao Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e foi feita a solicitação da região como área certificada. "Foram treinados 536 produtores no estado. Em Araxá, 17 dos 30 produtores passaram pelo treinamento até agora", afirmou o secretário.

O processo de certificação conta com investimentos dos municípios e do próprio Estado. A produção de queijo minas pode aumentar a renda do produtor em até 50% em relação à venda de leite in natura. Enquanto o litro de leite é negociado a um preço que varia entre R$ 0,40 e R$ 0,42, a peça de queijo é vendida a R$ 6, sem a certificação. Para cada queijo são gastos, em média, dez litros de leite. "As reclamações já surgiram por causa da cobrança de ICMS. Quem não for certificado não vai ter espaço no mercado", afirmou Rios.

No processo, o IMA é responsável pelo controle zootécnico dos rebanhos, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) cuida do procedimento de produção, técnicas utilizadas e higienização do ambiente de trabalho das queijarias, as universidades Federal de Viçosa e de Minas Gerais entram com o apoio científico ao projeto e o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha) analisa a descrição histórica das regiões.

O queijo minas artesanal de cada região difere no seu modo de produção, no seu estágio de cura e nas características históricas. De acordo com Rios, o futuro do projeto é obter um queijo com maior controle sanitário e com carimbo do Serviço de Inspeção Federal (SIF).

A próxima etapa é a padronização da marca e da embalagem e investimentos no trabalho de marketing. "O queijo minas artesanal é um produto que terá várias caracterizações. Dentro dessas regiões ainda pode existir sub-grupos que futuramente poderão ser criados", afirmou o secretário.

Para ele, o produtor precisa se conscientizar que um produto de melhor qualidade garante um preço melhor e mais espaço no mercado. Cerca de 80% da produção de Araxá é vendida para o estado de São Paulo, além de Brasília (DF) e Belo Horizonte.

Fonte: Jornal Correio/Uberlândia/MG (por Cláudio Marcos), adaptado por Equipe MilkPoint
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