Produtores de Ponta Porã (MS) protestam doando leite
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A proibição da venda de leite in natura a partir de ontem (22), decorrente de acordo firmado entre a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) e prefeituras no fim do ano passado, acabou ficando sem fiscalização. Nem prefeituras, nem Iagro dispõem de estrutura para fiscalizar a venda do produto, ao mesmo tempo que têm que acompanhar a comercialização de carne e outros gêneros alimentícios.
Produtores estudam criação de cooperativa
Os produtores de leite da região de Ivinhema (MS), vão discutir hoje, na prefeitura do município, a criação de cooperativas e associações. A iniciativa, de acordo com a assessoria de imprensa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/MS), partiu da própria entidade e da prefeitura por causa do veto que proíbe a comercialização de leite in natura.
De acordo com o Sebrae, através de cooperativas e associações, os produtores vão poder beneficiar e garantir a inspeção de seus produtos.
Fonte: Campo Grande News (por Daniel Pedra e Eduardo Miranda), adaptado por Equipe MilkPoint
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RIO VERDE DE MATO GROSSO - MATO GROSSO DO SUL
EM 27/01/2003
Mais uma vez as decisões foram tomadas nos gabinetes, pegando todos de
surpresa, desprezando-se os Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural,
de Sanidade Animal e outros grupos comunitários.
Em Aquidauana (MS) as próprias donas de casa se encarregaram de manifestar
sua revolta em relação à esta proibição, muito mais preocupadas (com até
certa razão) com a forma de pagamento que com os riscos sanitários do
produto.
É pura utopia pensar que, sem a consulta das bases e sem um esclarecimento à população, esta "iniciativa" (que se arrasta há pelo menos 50 anos) terá sucesso.
A exclusão constante de produtores do mercado formal, torna este e outros
produtos, as únicas alternativas de sobrevivência para estas vítimas da
globalização.
O problema do leite in natura é profundo e complexo e deveria ter sido
discutido com mais coerência antes da simples "proibição relâmpago".
Sem a parceria das prefeituras municipais, viabilizando pasteurizadores, e
desenvolvendo programas sociais de distribuição de leite, será impossível
substituir o leite "caipira" pelo pasteurizado.
Para que isto venha a ocorrer, é "imprescindível e obrigatória" a
participação das lideranças locais (Conselhos, Sindicatos, Associações
Rurais e Urbanas).
Os produtores e distribuidores, por sua vez, terão que acordar
definitivamente para o poder do associativismo, abandonando velhos
paradigmas.
A população já está farta desta "enxurrada" de decisões e medidas,
elaboradas muito mais por interesses políticos que sanitários ou sociais.
Se queremos "mostrar serviço" para as delegações internacionais, que façamos isto de uma forma natural e convincente, sem "maquiagens". As lideranças rurais e comunitárias como um todo tem o direito de participar
deste processo, que deve ocorrer de uma forma sólida e irreversível.
Não teremos Programa Fome Zero ou Instrução Normativa 51 eficazes enquanto
formos obrigados a engolir normas elaboradas "das folhas para a raíz".
Temos um enorme potencial natural, líderes e pesquisadores competentes e
produtores eficientes.
Se quisermos ganhar este campeonato, teremos que deixar os técnicos serem
técnicos e os jogadores serem jogadores, cada um ocupando SOMENTE sua
posição. A torcida, enquanto isso, aguarda eufórica o grito de . . .
"Goooooolllll !!!!".
__________________________________
Richard James Walter Robertson, MV
rjwr@terra.com.br
Sindicato Rural Patronal de Rio Verde - MS