De um lado, produtores de diferentes regiões formalizaram a nova entidade com o objetivo de fortalecer a representação institucional do setor e enfrentar a crise que, segundo lideranças, se arrasta há pelo menos três anos. A avaliação predominante é de que a organização coletiva é necessária para reequilibrar a cadeia e conter a saída de produtores da atividade.
De acordo com Meysson Vetorello, uma das lideranças do movimento, o cenário projetado para 2026 repete as dificuldades recentes, com margens pressionadas e instabilidade nos preços. “Precisamos agir com rapidez. O quadro é o mesmo que afetou toda a atividade no ano passado”, afirmou. Entre as pautas prioritárias estão a unificação do discurso do setor, maior equilíbrio na distribuição de resultados ao longo da cadeia e medidas para reduzir a volatilidade de preços.
Também foram citados como entraves o volume de importações e fragilidades na fiscalização de mercado. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária no Congresso Nacional, deputado Pedro Lupion, participou do ato de criação da entidade.
Paralelamente, o Governo do Paraná anunciou a expansão do Projeto Queijos Finos para quatro novas regiões — Sudoeste, Campos Gerais, Norte Pioneiro e Metropolitana de Curitiba — além do Oeste, onde a iniciativa já é desenvolvida. O programa, criado há cerca de seis anos pelo Biopark Educação em parceria com o IDR-Paraná, Sebrae/PR e Sistema Faep/Senar, passa a ter alcance estadual.
O objetivo é consolidar o Paraná como polo de queijos finos, agregando valor à produção leiteira, especialmente entre agricultores familiares e pequenos produtores. Segundo o governo, a iniciativa envolve capacitação técnica, consultorias nas propriedades, transferência de protocolos de fabricação validados e suporte laboratorial por três anos, com análises gratuitas de água, leite e produto final.
De acordo com a Fundação Araucária, a adoção de técnicas e padrões de qualidade pode elevar significativamente o retorno econômico da atividade, ao permitir a comercialização de produtos de maior valor agregado no mercado.
Os anúncios feitos durante o Show Rural evidenciam dois caminhos simultâneos para o setor leiteiro paranaense: de um lado, a busca por maior organização e representatividade política; de outro, a aposta em inovação e agregação de valor como estratégia para ampliar renda e sustentabilidade da atividade no Estado.
As informações são do O Presente Rural e da Band, adaptadas pela Equipe MilkPoint.