Produtores e cooperativas de leite de Santa Catarina, juntamente com a Secretaria da Agricultura do Estado, não conseguiram obter o reajuste de preços do leite pagos pelas indústrias, como pretendiam na reuião realizada ontem em Chapecó (SC). A maioria das indústrias deverá manter os valores pagos no mês anterior.
Segundo Arthur Voorluys, diretor de vendas da Batávia, há uma superoferta do produto provocada por um crescimento de 8% na produção nacional. Voorluys disse que a empresa está com prejuízo e o máximo que pode fazer é manter o preço de R$ 0,235 pago às cooperativas, que devem repassar cerca de R$ 0,19 ao produtor.
A Batávia envasa 400 mil litros de leite longa vida por dia, dos quais 90% da produção são destinados para fora do Estado, onde as diferanças de tributação chegam a 12% em relação ao Rio Grande do Sul. Ele atribuiu isso à diferença de R$ 0,06 pago ao produtor do Paraná, além de padrões de quantidade e qualidade.
Segundo Ari Adamy, vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Leite e Derivados (Sindileite), o baixo preço pago ao produtor pelo leite é devido ao mercado - que deve ficar ruim para o setor, pelo menos até o final do ano. Ele disse também que as indústrias devem manter o preço e algumas, que pagaram um preço melhor no mês passado, podem até diminuir o valor.
Os produtores catarinenses querem, pelo menos, R$ 0,25 por litro e a antecipação na divulgação dos preços em 10 dias. Para o secretário de Agricultura, Odacir Zonta, o resultado da reunião não foi o esperado mas gerou alguns encaminhamentos para buscar uma solução para o problema. Outros 3 encontros foram marcados para dar continuidade à discussão sobre a crise do setor leiteiro.
Fonte: Diário Catarinense (por Darci Debona), adaptado por Equipe MilkPoint
Produtores catarinenses não conseguiram obter o reajuste de preços do leite pagos pela indústria
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