Os produtores rurais alagoanos esperam que o Programa do Leite, aprovado recentemente pelo Governo do Estado, entre em operação no próximo mês com 15 mil litros. Dez mil acima do proposto inicialmente.
Essa quantidade deve ser a mínima que o Estado deve comprar quando se compara a demanda local com outras regiões onde existe o programa, como o Rio Grande Norte, que chega a 130 mil litros de leite/dia distribuídos na comunidade, declarou o presidente da Federação da Agricultura do Estado de Alagoas (Faeal), Álvaro Almeida.
O início de cinco mil litros é o ponto de partida do programa, diz Almeida, mas é necessário avançar porque existe demanda social e bastante oferta de produto.
Para verificar o resultado do programa, membros da Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA) e o secretário de Agricultura, Reinaldo Falcão, viajarão no próximo dia 22 ao Rio Grande do Norte no intuito de trocar experiências e trazer as ações práticas para Alagoas.
O Programa do Leite, com o fornecimento gratuito e diário de tipo "C" (a granel) à população carente, foi adotado no Estado potiguar com o objetivo de acabar com o alto índice de desnutrição, gravidez de risco e mortalidade infantil. Hoje existe em vários estados nordestinos.
O sistema é baseado em adquirir o leite de produtores da região onde será distribuído. Cada pecuarista incluído no Programa do Leite deverá receber R$ 0,43/litro, explica Almeida, mesmo valor que os produtores potiguares recebem.
Fonte: Tribuna de Alagoas (por Valdi Junior), adaptado por Equipe MilkPoint
Produtores alagoanos esperam que programa do leite comece em agosto
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