Produtor neozelandês produz leite UHT na Bahia

Nesta segunda-feira, dia 24, foi inaugurada em Jaborandi (BA) a fábrica de envase de leite da Fazenda Leite Verde S.A., voltada à produção de leite UHT Integral, com a marca Leitissimo. A fazenda utiliza práticas e princípios do sistema de pastoreio, desenvolvidos na Nova Zelândia. O leite é engarrafado na própria fazenda - inicialmente a fábrica produzirá aproximadamente 20.000 litros por dia (40% da sua capacidade de produção). No entanto, a fábrica foi projetada para permitir expansão até 150.000 litros por dia. O Leitissimo Longa Vida UHT será vendido em garrafas plásticas (PET) recicláveis.

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Nesta segunda-feira, dia 24, foi inaugurada em Jaborandi (BA) a fábrica de envase de leite da Fazenda Leite Verde S.A., voltada à produção de leite UHT Integral, com a marca Leitissimo. A fazenda utiliza práticas e princípios do sistema de pastoreio, desenvolvidos na Nova Zelândia. O leite é engarrafado na própria fazenda - inicialmente a fábrica produzirá aproximadamente 20.000 litros por dia (40% da sua capacidade de produção). No entanto, a fábrica foi projetada para permitir expansão até 150.000 litros por dia. O Leitissimo Longa Vida UHT será vendido em garrafas plásticas (PET) recicláveis.

O Leitíssimo é produzido a partir de matéria-prima de um único rebanho (rastreabilidade total). Segundo os donos da fazenda, as vacas são livres de brucelose e tuberculose (a fazenda está em processo de certificação junto à ADAB na Bahia para receber a certificação oficial ao abrigo do PNCEBT- Programa Nacional de Controle e Erradicação da Tuberculose e Brucelose) e se alimentam no pasto, sendo a matéria-prima também livre de resíduos de antibióticos e carrapaticidas. Segundo dados da empresa, o leite possui menos de 30.000 UFC/ml (Unidades Formadoras de Colônias) e menos de 300.000 CCS/ml (contagem de células somáticas).

O rebanho foi desenvolvido na própria fazenda ao longo de 7 anos. O crescimento do rebanho e produção de leite continuarão se desenvolvendo exclusivamente com gado nascido e criado na própria fazenda, segundo os donos. O rebanho conta hoje com 3.000 vacas, das quais cerca de 1.300 estão neste momento em lactação - a produção diária é de 20.000 litros. O rebanho Leitíssimo é um mix de cruzamentos de raças selecionadas, com ênfase no desenvolvimento de Kiwicross (jersey com holandês), tendo como objetivo a máxima adaptação ao pasto - os animais recebem pequenas quantidades de concentrado para balancear a dieta e obter energia, e fornecer alguns minerais. Todo o sêmen utilizado para reprodução provém de touros da Nova Zelândia.

A Fazenda utiliza o sistema de pastejo rotacionado com grama Tifton irrigada, sendo usados 224 ha para suportar 3.000 animais. Segundo informe da assessoria de imprensa da empresa, atualmente a fazenda é a maior produtora de leite sem confinamento do Brasil, e conta com 50 funcionários.

O Leitíssimo inicialmente será comercializado no mercado da Bahia e conforme o aumento de produção a distribuição será estendida a outros mercados. Segundo a empresa, o preço será competitivo em especial devido à integração vertical de possuir a fazenda e a unidade de processamento num mesmo local e com proximidade a todo o mercado da Bahia.

De acordo com a empresa, foram investidos R$ 5,5 milhões na fábrica com recursos próprios, com o Governo da Bahia apoiando a implementação do projeto, mas sem qualquer apoio financeiro ou benefícios.

Figura 1 Figura 2


Mais informações acesse: http://www.leitissimo.com.br.

As informações são da Leite Verde S.A., adaptadas pela Equipe MilkPoint.
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Gilberto Velasquez
GILBERTO VELASQUEZ

SANTA TEREZINHA DE ITAIPU - PARANÁ

EM 07/05/2020

Moro no estado do Paraná ( Santa Terezinha de Itaipu). Não conheço o leite produzidos pela seu laticínio. Pois aqui na cidade temos quatro supermercados. Nando com 2 locais, Naper é a Lar. Como todas cidade pequena os preços são um absurdo.
Renata Evangelista Silva Cancela
RENATA EVANGELISTA SILVA CANCELA

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS

EM 25/04/2020

Meus filhos adoram esse leite. Que realmente ê saboroso , e sem cheiro forte como os demais.
Maria de Lourdes Rocha
MARIA DE LOURDES ROCHA

RECIFE - PERNAMBUCO

EM 06/07/2019

Esse leite é muito bom mas desapareceu dos supermercados de Recife-PE
Cíntia Camargo
CÍNTIA CAMARGO

EM 02/03/2018

Pronto. Achei o leite pra minha filha. Com 1 e 4 meses estou querendo tira lá do artificial e introduzir leite de vaca. Então q seja o melhor.
Natalia Ribeiro
NATALIA RIBEIRO

MAMBAÍ - GOIÁS - DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS (CARNES, LÁCTEOS, CAFÉ)

EM 17/08/2017

Querida Wanessa,





Em Maceió, temos produto no Extra, Bom Preço e Assai.





No Assai, pode comprar nosso leite no formato de Sachet. É o mesmo produto, mesma qualidade, bem mais barato, e usa 80% menos packaging.



Qualquer dúvida pode enviar um e-mail para sac@leitissimo.com.br.
Wanessa Jube
WANESSA JUBE

CALDAS NOVAS - GOIÁS

EM 30/07/2017

Parabenizo e agradeço a vocês por estar mandando para todos os estados e não só para Bahia.Moro em Caldas Novas Goiás e meu filho só toma o leitíssimo,ele adora.

Gostaria de saber se em Maceio é vendido,vou viajar pra lá e não sei como fazer.
CRAIG BELL
CRAIG BELL

JABORANDI - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/08/2014

Prezado Ajd,



Utilizamos um processo de esterilização sem misturar leite com vapor, e consequentemente conseguimos manter um sabor melhor que leites que utilizam um processo direto.   Alem que isso o leite cru na nossa fazenda é muito rico em proteína, e creme, e não tem altas contas de bacteria e células somáticas.  A combinação do controle de matéria prima e tecnologia de processamento produz um leite UHT melhor que outros leites.
Ajd
AJD

ACRELANDIA - ACRE

EM 12/08/2014

Li a matéria e todos os comentários também. O que não entra na minha cabeça é como um leite pode ser "leite de boa qualidade" se fica na prateleira sem refrigeração e ainda é comercializado em garrrafas pet, que sabemos ser extremamente prejudiciais a saúde quando submetidas a altas temperaturas. E, pelo que sei, na Bahia as temperaturas são altas. Imaginem o transporte desse produto em caminhões pelas estradas do nordeste? O discurso não tem nenhuma coerência com a realidade, ao meu ver. Se estou enganada, por favor, me demonstrem com argumentos plausíveis e não um discurso de marketing muito bem elaborado.
Rivailton Novais Barros
RIVAILTON NOVAIS BARROS

BRASÍLIA - DISTRITO FEDERAL

EM 06/07/2013

Boa noite Sr. Craig! Esse leite foi muito bem aceito aqui na capital federal. Alguns dias atrás vi nos principais mercados e hipermercados da capital, agora não mais. Trabalho numa rede de supermercados aqui e a clientela está pedindo muito. Não sei do que se trata, se é problema na produção ou nas negociações comerciais. Grato!
paulo sauma
PAULO SAUMA

OLIVEIRA - MINAS GERAIS

EM 23/03/2013

Parabens pela industria. meus amigos empreendores agora que vcs vao produzir engarrafar, tambem aconselho que distribuam tambem. ja que pegar o consumidor final e a melhor parte do empreendimento. montem uma distribuidora na cidade foco e vcs mesmo enteguem de casa em casa . cadastrem seus clientes e entregue semanalmente de uma so vez a quantidade que eles vao gastar . por exemplo 4,5,6 ou 7 litros por semana. enao esqueça de vender com 30dias vao tornar clientes fieis. façam isso que nao tem como errar. uma grande empresa so tera sucesso se tiver qualidade, preço, atendimento e crediario. saudaçoes em cristo

  
Paulo Bressan
PAULO BRESSAN

GARÇA - SÃO PAULO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 15/10/2012

Queria muito poder conhecer esta fazenda neozelandesa pois com o pouco de bagagem que tenho quero ver fechar a conta de leite confinado nesta epoca com o preço dos insumos, e mais uma coisa o leite precisa de mais união e menos ego pois todos os sistemas quando bem implementados tem vantagens e vamos fazer desta uma força e não uma briga .

Abraços a todos,
E espero ver vcs nos dando maios dicas  
ari carvalho
ARI CARVALHO

SALVADOR - BAHIA - PRODUÇÃO DE CAPRINOS DE CORTE

EM 19/04/2010

parabens ao grupo leitissimo
toda esperiencia e valida a de voces tem tcnologia o problema e o preco do leite aqui no brasil
MICHELY DE OLIVEIRA
MICHELY DE OLIVEIRA

ITAPIRA - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 12/04/2010

Achei muito interessante a maneira dessa criação de gados holçandeses que produz um leite com uma excelente qualidade. Vi a reportagem no Globo Rural e Adorei muito.

Parabéns,

Michely de Oliveira
Itapira São Paulo
Guilherme Alves de Mello Franco
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 02/01/2010

Prezado Sr. Craig Bell: O senhor está sofismando sobre a baixa utilização de mão de obra em sua propriedade, o que daria para exceder no número de vacas por empregado. Não é bem assim, o sabemos. Como se verifica, o "leite verde" (não tão "green" assim) de vocês não tem um manejo tão simples como o que o senhor pretende incutir. As vacas, criadas a pasto, têm que ser levadas, diariamente, à ordenha, depois, à praça de alimentação e, após, retornar ao pasto. Têm que ser vistoriadas, uma a uma, têm que ser curadas de bernes, carrapatos e outras enfermidades comuns ao manejo. O esterco que elas produzem na sala de ordenha tem que ser retirado, o trato que a elas é destinado tem que ser servido, fora uma enorme gama de trabalho paralelo a estes que tem que ser cumprida, como manutenção de instalações, limpesa de ordenhas, Portanto, não é pouco o trabalho dispensado a seus animais e, portanto, mantenho a assertiva de que cuidar de cento e vinte vacas por dia é muito pesado para um só indivíduo, ainda que com as tecnologias oferecidas.
Um abraço e um Feliz 2010.


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
MARCILIO ARAUJO
MARCILIO ARAUJO

SOBRAL - CEARÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/12/2009

bom dia

Caro amigo


Zootecnista e gosataria muito de visitar o projeto de vocês sou consultor em bovinocultura leiteira em pastejo rotacionado, e seria uma grande oportunidade de conhecer o sensacional projeto de vocês, se voces me desse essa oportundade eu levaria uns tres produtores comigo.

mande respostas se é possivel essa visita.
muito grato pela atenção e feliz ano novo



VOLUMAIS alimentando o seu rebanho com qualidade
VOLUMAIS ALIMENTANDO O SEU REBANHO COM QUALIDADE

LIMOEIRO DO NORTE - CEARÁ

EM 23/12/2009

Acho que os neozelandesez que estão na Bahia fazem bem feito, visto que saíram do seleiro dos campeões em produção e produtividade de leite, deixando muitos sem argumentos. Os que dizem que a produção a pasto não é lucrativo, se enganam. A tecnologia adotada pelos Neozeladeses faz o diferencial e o segredo deles está no conhecimento adiantado!

O clima ideal que nós temos, principalmente nos estados do nordeste, é ideal para a produção de leite. Vacas adoecem menos por ter menor umidade, terras férteis e pessoal qualificado (pesquisas nas universidades). Temos todas a condições para fazer como eles fazem.

Os fatores fisiológicos hereditários: grau de sangue e paternidade da vaca influenciam,como sabemos, todo o manejo que é direcionado para as vacas. E eles trazem as matrizes do seu país. visto que o touro responde por 50% do progresso genético de um rebanho, eles tem sêmem da nova zelândia. E o programa de melhoramento genético na Nova zelândia?
CRAIG BELL
CRAIG BELL

JABORANDI - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/11/2009

Estimado Guilherme Alves de Mello Franco,

Primeiro gostaria esclarecer que o nosso sistema é pastoral pois não tem nenhuma área de confinamento. Como outros sistemas pastorais usamos um pouco (menos que 16% da dieta) de suplemento estratégico.

Na Nova Zelândia, a média de vacas por empregado em sistemas similares a nossa é 150 (números de DairyNZ). Um dia esperamos que podemos atingir essa patamar também.

Porque é possível? Porque num sistema pastoral com concentração de atividades devido de um estação de parto por pivô, usando tecnologia para minimizar trabalho, genética fértil de fácil manejo, e eliminando o trabalho de levar alimento até as vacas e tirar esterco dos currais, uma eficiência de mão de obra 7 a 8 vezes melhor em numero de vacas por empregado é possível.

Mesmo que o Brasil tem uma grande tradição de produção de grão, escolhemos uma sistema pastoral para produzir leite devido a eficiência de mão de obra e um custo de alimento para vaca de 20-25% do custo de um sistema de confinamento.

Atenciosamente

CB
CRAIG BELL
CRAIG BELL

JABORANDI - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 11/11/2009

Prezado Claudinei Dombroski,

Não recebemos nenhum apoio financeiro, e concordo que pelo tamanho de nosso projeto seria difícil para um só investidor a financiar ou só uma pessoa a gerenciar tudo. Por isso montamos um equipe de investidores e colaboradores para realizar o projeto.

Mas mais importante eu acho que os princípios do projeto valem tanto para um pivô de 56 ha com 600 vacas ou 10 ha com 100 vacas. A escala não importa tanto. O que importa é manejo de pasto.

Atenciosamente,

Craig Bell
Savio
SAVIO

BARBACENA - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 11/11/2009

Vamos aprender... Parabéns Sr Graig Bell;
Não se importe com as críticas mais severas, o senhor está no caminho certo e tem muito que ensinar a todos nós.

No Brasil ainda estamos engatinhando em eficiência, tecnologia e qualidade. Ficamos esperando cair "subsídios" do céu e não olhamos para os nossos negócios.

Parabéns mais uma vez.

Gostaria de conhecer mais detalhes sobre seu sistema de produção e industrialização se for possível.

Um abraço

Sávio Santiago
Adriano Vaz de Lima
ADRIANO VAZ DE LIMA

SÃO JOÃO DA BOA VISTA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/11/2009

Parabens Sr. Craig Bell, não sobra duvidas que leite a pasto é a solução para os tropicos !!! Aproveito aqui pra ressaltar que somos muito mais carentes em genetica do que em leite propriamente dito, precisamos aprimorar cada vez mais a genetica que produz leite a pasto como Girolando e Gir Leiteiro, e seja bem vindo o KIWICROSS.
Qual a sua dúvida hoje?