Produção de sorvete cresce 7% enquanto o estresse térmico afeta a oferta de leite nos EUA

A produção de sorvete nos EUA alcançou 262 milhões de litros em maio, com um aumento de 7,1% em relação ao ano anterior.

Publicado por: MilkPoint

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A produção de sorvete nos EUA alcançou 262 milhões de litros em maio, com um aumento de 7,1% em relação ao ano anterior. As campanhas promocionais de sorvetes e produtos lácteos cresceram significativamente. A produção de iogurte congelado e sherbet também aumentou. No entanto, a produção de leite está em declínio devido ao calor intenso. A produção de queijos subiu 2%, mas o leite em pó desnatado caiu 39,7%. O mercado lácteo enfrenta desafios, especialmente em relação aos altos volumes de produção.
A produção de sorvete nos EUA atingiu o volume de 262 milhões de litros no Relatório de Produtos Lácteos de Maio, divulgado antes do feriado de 4 de Julho. Isso representa um aumento de 7,1% em relação à produção de maio de 2025. Ainda na semana passada, os fabricantes de sorvete foram um dos principais responsáveis pela demanda regional, adquirindo grandes volumes de creme de leite para produzir a sobremesa favorita do verão americano.

Além do aumento na produção, as campanhas promocionais também cresceram: os anúncios de produtos lácteos convencionais aumentaram 58%, enquanto os de produtos orgânicos cresceram 42%, sendo que a maior parte dos investimentos foi destinada às campanhas de sorvetes. O sorvete não foi a única sobremesa congelada a registrar aumento de produção. A produção de iogurte congelado (também conhecido como frozen yogurt) cresceu 2,7% em relação a maio de 2025, enquanto a produção de sherbet alcançou 7,4 milhões de litros, registrando um impressionante crescimento de 16,1% em comparação com o ano passado. Embora esse volume total seja relativamente pequeno, foi o maior aumento anual registrado entre todos os produtos lácteos.

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Tudo isso ocorre em um momento em que a produção de leite nas fazendas começa a diminuir à medida que as temperaturas aumentam. A semana passada não foi exceção, já que uma intensa onda de calor cobriu grande parte do Meio-Oeste dos Estados Unidos, provocando temperaturas extremamente elevadas e estresse térmico nas vacas leiteiras em todo o país.

Antes da onda de calor da semana passada, as regiões Leste e Oeste já apresentavam redução na produção de leite nas fazendas, com os volumes diminuindo gradualmente com a chegada do verão, enquanto o Meio-Oeste permanecia estável. A expectativa é de que a produção apresente uma queda acentuada nas próximas semanas, especialmente porque a previsão para os próximos seis a dez dias indica a chegada de outra forte onda de calor.

Os queijos também registraram aumento na demanda, principalmente na região do Meio-Oeste norte-americano, impulsionados pelos produtos voltados às férias, pelos produtos de maior valor agregado e pelo aumento da demanda do México. De acordo com o Relatório de Produtos Lácteos de Maio, a produção total de queijos aumentou 2% em relação ao mesmo período do ano anterior e 1,1% em comparação com abril de 2026. Os queijos do tipo italiano lideraram o crescimento, com produção de 560 milhões de libras, um aumento de 6,5% em relação ao ano passado. A mudança mais significativa observada no relatório foi em relação ao leite em pó desnatado. Esse foi o único produto a apresentar uma queda expressiva na produção em comparação com o ano anterior, totalizando 29,4 milhões de libras, uma redução de 39,7% em relação a maio de 2025.

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Os mercados de lácteos têm enfrentado dificuldades para ganhar impulso. Nos Estados Unidos, o preço do leite pago aos produtores é calculado com base em diferentes classes de utilização. A Classe III, que engloba principalmente o leite destinado à fabricação de queijos e soro de leite, continua em trajetória de queda ao longo do ano. Já a Classe IV, que inclui o leite utilizado na produção de manteiga e leite em pó, apresentou alguma recuperação nesta primavera impulsionada pela demanda de exportação. Ainda assim, esse segmento também enfrenta dificuldades devido à elevada disponibilidade de produtos. Assim como ocorre com a maior parte dos lácteos, tem sido difícil absorver os elevados volumes de produção registrados nos últimos anos. Talvez as ondas de calor sejam o fator necessário para provocar uma alta no mercado, seja às custas do conforto das vacas ou do enorme volume de bolas de sorvete consumidas.

Artigo de Sarah Jungman do Dairy Herd Management, traduzido e adaptado pela equipe MilkPoint.

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