Produção de leite no Pará caiu em 2001
Publicado por: MilkPoint
Publicado em: - 3 minutos de leitura
Segundo o presidente da Assilpa, a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), referente à pecuária leiteira caiu de 12% para 4% para transações interestaduais e de 17% para 4% para as estaduais. Com essa redução os produtores do Estado conseguiram oferecer o mesmo preço praticado na região Sudeste: R$ 0,23 o litro vendido na fábrica. “Há dois ou três anos, os produtores paraenses estavam sufocados, por conta da alíquota do ICMS. Mas agora acredito ser possível dizer que o Pará terá no futuro uma bacia leiteira importante no contexto nacional”, diz.
No ano passado, os produtores de leite e derivados fizeram uma parceria com o Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas/Pará (Sebrae/Pa) para aumentar a produtividade e incrementar a verticalização do produto. A Assilpa destaca três projetos criados com a aliança: o desenvolvimento do site da associação, a implantação da gestão estratégica de custos e a racionalização da coleta de leite.
A divulgação pela internet das ações dos produtores está possibilitando a evolução da relação entre o mercado fornecedor e os clientes. Ao passo que a gestão de custos revolucionou as fábricas, que agora têm condições de identificar pontos de ineficiência a tempo de reduzir as perdas. Já o projeto de racionalização da captação de leite tem sido fundamental para a redução de custos e melhor desempenho da coleta.
Rocha está buscando na sua empresa, a Laticínios Carioca, a diversificação da produção. Este ano, a fábrica começa a produzir bebidas lácteas, como leite com frutas e um produto cítrico energético. Outro projeto que está em fase de planejamento é a implantação de uma fábrica de leite em pó, em Marabá ou Xinguara, municípios do sudeste do Pará, em parceria com o governo do estado.
O Pará conta com cerca de 16 indústrias produtoras de leite funcionando legalmente, mas o presidente da Assilpa diz que 40% da produção paraense de leite está nas mãos dos produtores clandestinos, que jogam o preço para baixo, prejudicando o setor. “Precisamos ter crédito mais fácil no Basa, com menos burocracia, para compra de gado leiteiro”, argumenta.
José Maria Trindade, chefe do Departamento de Crédito Rural do Banco da Amazônia (Basa), afirma que se não fosse o Fundo Constitucional do Norte (FNO), fundo de investimento administrado pelo banco, não existiria hoje, no estado, uma base leiteira estruturada. “Desde a criação do FNO, em 1989, o Basa vem estimulando e viabilizando as indústrias de laticínios, por meio dos micros e pequenos produtores”, afirma Trindade, destacando que não há burocracia, como diz o presidente da Assilpa.
Segundo Trindade, para o produtor conseguir recurso basta fazer parte de uma associação ou cooperativa de produtores, apresentar a carteira de identidade e o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e preencher um cadastro. “Em média, a contratação do crédito sai em 30 dias”, garante.
Desde a implementação do FNO até 31 de dezembro de 2001, o Basa financiou para os micro e pequenos produtores do Pará a compra de 23.789 bovinos de leite, o correspondente a R$ 47,1 milhões. “O grande produtor prefere a pecuária de corte, considerada mais nobre e com maior valor agregado”, comenta.
Fonte: Gazeta Mercantil (por Renata Ferreira), adaptado por Equipe MilkPoint
Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no MilkPoint.
Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!
Publicado por:
MilkPoint
O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.