Produção de leite na Bahia tem apoio da inseminação artificial

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 2 minutos de leitura

Ícone para ver comentários 1
Ícone para curtir artigo 0

Os recursos para implantação de três novos núcleos de inseminação artificial e capacitação de mão de obra no setor de pecuária leiteira da Bahia começam a ser liberados este mês pela Secretaria da Agricultura do Estado (Seagri) e prefeituras envolvidas com a iniciativa. Serão aplicados R$ 265,2 mil ao longo de três anos, para atendimento a 360 produtores e inseminação de 3,6 mil matrizes leiteiras.

O governo estadual participa com R$ 113,3 mil do total de recursos, cabendo R$ 151,9 mil às prefeituras. A meta é atender 120 produtores já em 2002, ano em que devem ser inseminados 1,2 mil animais.

O projeto foi viabilizado através da assinatura de um convênio, em dezembro último, entre a Seagri e o Consórcio Intermunicipal para Aproveitamento do Lago de Pedra do Cavalo (Ciapec).

De acordo com a coordenadora de estudos e projetos de pecuária da Seagri, a veterinária Irma Lavinsky, as primeiras ações de cadastramento e seleção de produtores serão realizadas este mês e, a partir de março, serão iniciados os cursos de capacitação de produtores, vaqueiros e tratadores, com vistas à qualificação da mão de obra em relação a aspectos como gerenciamento de propriedades rurais, manejo e sanidade do rebanho.

Cada núcleo de inseminação terá uma estrutura de pessoal que inclui um veterinário, dois inseminadores e uma secretária. Além dos equipamentos necessários à atividade, como botijões para inseminação, as unidades vão dispor de automóvel ou moto. "O modelo de funcionamento é semelhante ao adotado pelo Programa de Inseminação Artificial do Paraná, o PIA", explica Irma.

Nas regiões do Recôncavo Sul e Paraguaçu, onde estão sendo implantados os novos núcleos, o objetivo é aumentar a produtividade média do rebanho leiteiro dos atuais 2,5 quilos de leite por dia para 6 quilos diários, em um prazo de três anos. "A região tem potencial para se tornar uma grande bacia leiteira, o que falta é levar tecnologia a esses produtores", avalia Irma.

De acordo com a veterinária, o uso reduzido das técnicas de inseminação artificial se deve principalmente à falta de divulgação, junto aos produtores, acerca dos resultados decorrentes da iniciativa e também à ausência de mão de obra qualificada para atuar na atividade.

O novo projeto de núcleos deve se beneficiar das ações que integram o Programa de Capacitação de Mão de Obra da Pecuária (Procampe), desenvolvido há dois anos pela Seagri em conjunto com a Secretaria do Trabalho e Ação Social (Setras) e Escola de Medicina Veterinária da Universidade Federal da Bahia (UFBA), abrangendo 260 municípios.

Fonte: Gazeta Mercantil (por Mariana Carneiro), adaptado por Equipe MilkPoint
QUER ACESSAR O CONTEÚDO? É GRATUITO!

Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no MilkPoint.

Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!

Ícone para ver comentários 1
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto MilkPoint

MilkPoint

O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Rogerio Silva de Lima
ROGERIO SILVA DE LIMA

TEIXEIRA DE FREITAS - BAHIA - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 24/01/2002

Iniciativa louvável esta, mas gostaria de fazer um comentário: inseminação é muito bom, não restam dúvidas, mas a presença de algúem com uma visão de produção não se faz necessária, no caso um Zootecnista?


Qual a sua dúvida hoje?