Os preços agrícolas vêm apresentando queda sistemática desde março, devolvendo assim parte dos ganhos obtidos a partir de outubro de 2002, quando os preços agrícolas passaram a crescer mais rapidamente que o conjunto dos preços no atacado.
Os preços dos produtos de origem animal, como carne e produtos lácteos, caíram em termos reais nos últimos 24 meses, isto é, esses preços subiram menos que a média dos preços de todos os produtos da economia.
Ante um aumento médio de quase 50% nos preços no atacado, os preços dos lácteos apresentaram elevação de pouco menos de 30%. As carnes e pescados tiveram aumentos um pouco maiores, de cerca de 33%.
Os preços dos produtos agrícolas mantiveram-se colados ao índice geral de preços no atacado até por volta de julho/agosto de 2002, quando passaram a crescer puxados pelo câmbio. Boa parte da produção agrícola é comercializável no mercado externo e, por isso, as cotações domésticas estão fortemente vinculadas aos preços em moeda estrangeira no mercado internacional.
Apesar dos preços cadentes, a renda agrícola não deve apresentar contração, pois a queda dos preços será compensada pelo aumento da quantidade produzida. Para a safra de grãos 2002/2003, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima um incremento de 19,1% em relação à quantidade produzida no período anterior.
Fonte: O Estado de S.Paulo/Suplemento Agrícola, adaptado por Equipe MilkPoint
Preços dos lácteos caíram nos últimos dois anos
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