Quando comparados aos valores nominais de maio de 2002, os preços recebidos pelos produtores do tipo C estiveram quase 33% maiores no último mês. Descontando o efeito da inflação, medida pelo IGP-DI, os preços - média das principais bacias do País - registram um aumento real de apenas 1,5%. Apesar do resultado médio favorável ao produtor, somente três estados tiveram variação real positiva para o leite tipo C: Goiás (16,5%), Minas Gerais (4,9%) e Rio Grande do Sul (5,5%), comparando-se maio/03 a maio do ano passado.
É bom destacar que a concorrência enfrentada pelos laticínios na comercialização de seus produtos aos atacadistas e varejistas (supermercados) impede que seus reajustes sejam feitos na mesma proporção que os concedidos ao preço do leite, podendo haver, neste momento, uma transferência de renda dos laticínios para os produtores.
Observando os valores médios de maio contra os de abril, Goiás e Paraná foram os estados que registraram maiores altas para o tipo C, 5,42% e 4,10%, respectivamente, endossados também pela concorrência entre os laticínios locais e a entrada da entressafra.
Nos estados do Rio Grande do Sul, Bahia e São Paulo, a variação dos preços foi mais contida, com o produto tipo C cotado a R$ 0,4485/l no RS (alta de 1,62%), a R$ 0,3765/l na BA (+1,18%) e a R$ 0,4409/litro em SP, alta de 2,08%. Em Minas Gerais, maior estado produtor, os reajustes positivos foram da ordem de 3,4%, com o litro cotado a R$ 0,4934. Quanto ao tipo B, em Minas Gerais, os preços subiram 3,02%, fechando maio a R$ 0,4960/litro. Em São Paulo, o produto foi cotado a R$ 0,5107/litro, elevação de 3,38% em relação ao mês anterior.

Fonte: Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - CEPEA/ESALQ - USP
