O Sindicato das Indústrias de Laticínios de Alagoas (Sileal) comunicou, ontem (19), que o preço mínimo do leite pago ao produtor foi elevado em dois centavos de real, passando, a partir desta quinzena, de R$ 0,42 para R$ 0,44 por litro.
O reajuste de 4,6%, informado ao secretário da Indústria e Comércio do Estado, Geminiano Jurema, no entanto, não deve acabar com a pressão dos produtores, que estão reivindicando preço médio igual aos praticados no Sudeste e isenção fiscal para o leite pasteurizado e queijo coalho, além de um programa de ajuda para os pecuaristas do semi-árido enfrentarem o período seco.
"Não acredito que esse reajuste faça parte do acordo que eles prometeram. Esperávamos um valor bem mais alto", reagiu o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária (Faeal), Álvaro Almeida, referindo-se às negociações iniciadas há duas semanas entre produtores e indústrias, intermediadas pelo governo.
"Esse valor está baixo e não resolve o problema. Queremos a equiparação com o Sudeste e, principalmente, transparência. As indústrias alegam que estão pagando um preço médio de R$ 0,48, mas não mostram suas planilhas. No nosso entender, as contas das indústrias continuam dentro de uma caixa preta", afirmou o diretor do Sindicato dos Produtores de Leite (Sindileite), Domício Silva.
Jurema antecipou que, independentemente do reajuste, o compromisso das indústrias é definir a formação, dentro de no máximo 90 dias, do Conseleite, que vai definir os preços do leite no Estado.
O presidente do Sileal, Ricardo Sampaio, explicou que o reajuste de R$ 0,02 já está valendo desde o dia 16 deste mês, o que deverá elevar o preço médio pago aos produtores. "Na composição do valor pago ao produtor, além do preço mínimo são calculados também bonificações pela ordenha mecânica, granelização (resfriamento do leite na fazenda) e volume de produção", afirma, acrescentando que "no caso de Alagoas não calculamos o valor do transporte, descontado dos produtores em outros estados, que, se fosse levado em consideração, ajudaria a deixar os preços pagos aqui muito próximos, hoje, dos pagos no Sudeste", disse.
Fonte: Gazeta de Alagoas (por Edivaldo Júnior), adaptado por Equipe MilkPoint
Preço do leite ao produtor sobe R$ 0,02 em Alagoas
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