PR: maior produção e queda na demanda afetam preços

Depois de uma temporada de elevação de preços pagos ao produtor, o setor volta a se ressentir de uma queda significativa. O litro de leite que já chegou a R$ 0,70 no mês de julho, foi comercializado na indústria em setembro a R$ 0,59, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Seab. Mas pelos parâmetros do Conseleite (Conselho Paritário de Produtores e Indústrias), que ficou entre R$ 0,45 e R$ 0,50, os produtores chegaram a receber R$ 0,43.

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Depois de uma temporada de elevação de preços pagos ao produtor, o setor volta a se ressentir de uma queda significativa. O litro de leite que já chegou a R$ 0,70 no mês de julho, foi comercializado na indústria em setembro a R$ 0,59, segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral) da Seab. Mas pelos parâmetros do Conseleite (Conselho Paritário de Produtores e Indústrias), que ficou entre R$ 0,45 e R$ 0,50, os produtores chegaram a receber R$ 0,43.

Para Wilson Thiesen, presidente do Conseleite e do Sindileite, o momento é de expectativa. Há um excedente do produto, em função da redução da demanda no exterior e do aumento da produtividade. ''Temos que esperar até o fim deste mês para avaliar como o mercado se comporta'', diz. Thiesen lembra que a situação é semelhante em vários estados brasileiros, como Rondônia, que já deixou de entregar o leite na indústria em alguns dias e Rio Grande do Sul, que pensa em adotar a mesma prática. ''Por ser perecível, qualquer excedente derruba os preços'', afirma.

Em 2007, o setor leiteiro viveu um momento inusitado. Parte do leite destinado ao consumo interno foi industrializada para aproveitar o aumento da demanda no exterior, provocada pela queda na produção em países tradicionalmente exportadores. Os compradores externos chegaram a pagar até US$$ 5,5 mil a tonelada do leite em pó, mas hoje o valor está próximo aos US$ 3 mil.

Segundo Fábio Mezzadri, técnico do Deral, houve redução da oferta em países como Estados Unidos, onde parte da área foi destinada ao cultivo do milho, Argentina e Austrália, que enfrentaram problemas climáticos, e Nova zelândia, que não tem áreas disponíveis para expandir a produção. Porém, os países acabaram recuperando sua produção, o que provocou aumento da oferta no mercado interno. Houve excesso de oferta também porque a entressafra este ano foi atípica. ''O inverno não foi rigoroso, não ocorreram geadas e os pastos foram preservados'', afirma Mezzadri.

Com a mudança de estação, a produção fica garantida com a boa oferta das pastagens e o preço deve ficar no patamar de R$ 0,50, como prevêem alguns produtores. Valdeir Martins, produtor de leite A em Londrina, afirma que os valores recebidos atualmente não cobrem o custo de produção. Soma-se a isso o fato de que muitos produtores investiram em alimentação e genética, motivados pelas altas do mercado.

A matéria é de Raquel de Carvalho, publicada na Folha de Londrina, adaptada e resumida pela Equipe MilkPoint.
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fernando dariano ferreira da costa
FERNANDO DARIANO FERREIRA DA COSTA

ALEGRETE - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 28/10/2008

Se formos considerar os valores em dólares do leite em pó, o preço do leite poderia ter caído uns 10%, pois o dólar subiu bastante. O que vemos hoje em nossa região (fronteira-oeste do RS) é uma queda de mais de 50%, pois chegamos a receber mais de R$ 0,70, e no mes passado R$ 0,33 (descontado frete e funrural). O que mais intriga é que a baixa no supermercado não passou de 10%. Quem está ficando com a parte do leão?
Qual a sua dúvida hoje?