A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Fetag) saiu ontem, da audiência com Marcus Vinicius Pratini de Moraes, ministro da Agricultura, com a promessa de que será estudada a possibilidade de ampliar o prazo para que os produtores de leite antendam às exigências da Portaria 56, que determina o Programa de Melhoria da Qualidade do Leite (PNMQL).
A portaria determina que, entre outras coisas, até janeiro de 2002 todos os produtores tenham tanques de resfriamento, com o objetivo de garantir qualidade. No entanto, Pratini alertou que futuras mudanças devem ser baseadas em fatores técnicos.
O setor leiteiro gaúcho reivindica a implantação gradual, nos próximos cinco anos, para que os produtores possam se organizar. Segundo Pedro Nienow, diretor da Fetag, antes da implementação é preciso resolver o problema do preço para que haja condições de investimento em qualidade. A definição de um preço de referência para venda do leite também será analisada pelos técnicos do Ministério da Agricultura. Pratini disse que a política de restrição às importações de leite - outro pleito do setor - traduziu-se em queda de 50% das mesmas, no primeiro semestre. O ministro adiantou que, para valorizar a produção nacional, está negociando com empresas como a Parmalat o aumento de exportações.
Fonte: Correio do Povo/RS, adaptado por Equipe MilkPoint
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