Plano Agrícola e Pecuário será adiantado para o dia 4 de maio

De forma inesperada, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, decidiu antecipar o anúncio do Plano Safra 2016/2017 para o próximo dia 4 de maio, já na semana que vem. A estratégia de acelerar a divulgação acontece em meio a sua provável saída do ministério caso a presidente Dilma de fato seja impedida de continuar no cargo.

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De forma inesperada, a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, decidiu antecipar o anúncio do Plano Safra 2016/2017 para o próximo dia 4 de maio, já na semana que vem. A estratégia de acelerar a divulgação acontece em meio a sua provável saída do ministério caso a presidente Dilma de fato seja impedida de continuar no cargo.

"O Plano Safra está praticamente elaborado e tenho certeza absoluta que a presidente Dilma mais uma vez não vai decepcionar os produtores do país", disse ontem (26) a ministra durante evento em Brasília. A declaração, contudo, foi recebida como uma manobra política para tentar criar um fato positivo. Muitas entidades do setor alegaram que ainda estão finalizando suas propostas, e as negociações entre os ministérios da Agricultura e da Fazenda vinham acontecendo em ritmo lento e em caráter técnico, de acordo com fontes do governo. E, em meio à crise fiscal, ainda há incertezas em relação à capacidade do Tesouro de garantir recursos para subsidiar o crédito rural no país.

Devido à crise, muitos produtores reclamaram, desde o início desta safra 2015/16, que terminará em junho, que os bancos restringiram o acesso aos financiamentos. Nesse contexto, as contratações de crédito rural nesta temporada estão em ritmo relativamente menor que na anterior: nos nove primeiros meses deste ciclo (de julho do ano passado a março último), o volume contratado atingiu R$ 100 bilhões, ou 53% do total ofertado pelo governo no Plano Safra 2015/16 (R$ 187 ,7 bilhões). No mesmo período de 2014/15, o percentual foi de 61,6% do total ofertado (R$ 156,1 bilhões).

Kátia Abreu destacou que o Ministério da Agricultura continua trabalhando. “Assim como os trabalhadores, os patrões e os empresários, nós, ministros, também trabalhamos durante a crise. Então, essa é nossa função e obrigação. Temos que deixar um Plano Safra pronto, adequado para o momento do país, e tenho certeza que será um ótimo plano”, ressaltou. 

Sem mudanças estruturais, o próximo Plano Safra deverá manter os mesmos patamares de taxas de juros para operações de custeio (8,7 5% ao ano), Pronamp (7 ,7 5%) e investimentos (7 % a 10%). E haverá destaque, mais uma vez, para financiamentos com base nas Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), mesmo que o instrumento não esteja funcionando como o esperado pelo governo neste ciclo 2015/16 ­ dos R$ 30 bilhões ofertados via LCA nesta temporada, foram liberados menos de R$ 7 bilhões.

As informações são do Mapa e do jornal Valor Econômico. 
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