Curiosidade: pesquisa avalia potencial do óleo de palo santo no combate à mastite bovina

O estudo, publicado na revista científica Antonie van Leeuwenhoek, representa mais um avanço na busca por alternativas para o controle da doença.

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Pesquisadores da Universidade de Franca desenvolveram uma formulação à base de óleo essencial de palo santo, mostrando eficácia contra bactérias associadas à mastite bovina em testes laboratoriais. A pesquisa, parte do mestrado de Amanda Marques Figueiredo, utilizou nanoemulsão para aumentar a estabilidade do composto. Resultados indicaram eficácia contra Staphylococcus aureus, mas a formulação ainda precisa de mais estudos antes de aplicação prática. Outros compostos naturais também estão sendo investigados.
Pesquisadores da Universidade de Franca (Unifran) desenvolveram uma formulação à base do óleo essencial da planta palo santo que apresentou resultados promissores no combate às bactérias associadas à mastite bovina em testes laboratoriais. O estudo, publicado na revista científica Antonie van Leeuwenhoek, representa mais um avanço na busca por alternativas para o controle da doença que afeta a saúde dos rebanhos leiteiros.

A pesquisa foi desenvolvida durante o mestrado de Amanda Marques Figueiredo no Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da Unifran, sob orientação do professor Silvio Almeida-Junior.

Para aumentar a estabilidade e a eficácia da formulação, os pesquisadores utilizaram a tecnologia de nanoemulsão, que organiza o óleo essencial em gotículas microscópicas. Essa estratégia favorece a interação do composto com os microrganismos e amplia sua estabilidade.

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Nos testes realizados em laboratório, a formulação foi avaliada contra dez microrganismos isolados de propriedades leiteiras. O principal destaque foi a ação sobre diferentes cepas de Staphylococcus aureus, uma das principais bactérias associadas aos casos de mastite bovina, incluindo uma cepa resistente a diversos medicamentos.

Segundo Amanda Marques Figueiredo, os resultados demonstram o potencial da formulação como objeto de investigação científica, mas ainda não permitem sua aplicação prática nas fazendas. "Este é um estudo inicial, e ainda são necessárias novas etapas para comprovar a segurança e a eficácia em animais", ressalta a pesquisadora.

Os ensaios também indicaram baixa toxicidade em modelos laboratoriais e sugeriram um possível efeito analgésico da formulação. Por outro lado, a solução apresentou menor atividade frente a bactérias como Escherichia coli, Corynebacterium bovis e Streptococcus uberis.

Os autores reforçam que o produto ainda não foi testado diretamente em vacas, não possui definição de dosagem para uso veterinário e necessita de novas etapas de pesquisa antes de qualquer aplicação comercial.

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Além do estudo com palo santo, a equipe da Unifran também investiga outros compostos naturais com potencial antimicrobiano, como o óleo essencial de canela, buscando ampliar o conhecimento sobre alternativas para o controle de enfermidades na pecuária leiteira.

As informações são da Band, resumidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.

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