Pedidos de patentes para alimentos ricos em proteínas crescem 80% em cinco anos

O avanço da demanda por alimentos ricos em proteínas tem impulsionado a inovação na indústria alimentícia e provocado um aumento expressivo nos registros de propriedade intelectual.

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A demanda por alimentos ricos em proteínas tem impulsionado inovações na indústria alimentícia, resultando em um aumento de 80% nos pedidos globais de patentes, totalizando 5.626 até junho de 2026. Empresas como Nestlé, Cargill e Arla Foods lideram os registros. As inovações incluem massas e bebidas enriquecidas com proteínas. O foco em saúde e mudanças nas recomendações alimentares ampliam o interesse por proteínas, estimulando a pesquisa e o desenvolvimento de novos ingredientes.
O avanço da demanda por alimentos ricos em proteínas tem impulsionado a inovação na indústria alimentícia e provocado um aumento expressivo nos registros de propriedade intelectual. Os pedidos globais de patentes relacionados a essa categoria chegaram a 5.626 no ano encerrado em 30 de junho de 2026, alta de 80% em relação ao registrado cinco anos antes. Os dados são do escritório de advocacia especializado em propriedade intelectual Mathys & Squire.

Figura 1

Entre as empresas com maior número de pedidos estão a Nestlé, com 58 registros, seguida pela Cargill, com 46, e pela Arla Foods, com 28. As iniciativas envolvem diferentes aplicações tecnológicas, incluindo massas enriquecidas com micropartículas de proteína do soro de leite, ingredientes proteicos desenvolvidos a partir de microrganismos e bebidas prontas para consumo que buscam reproduzir o aroma, a textura e o sabor do leite.

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Segundo Michael Stott, sócio da Mathys & Squire, os fabricantes estão buscando diferentes maneiras de incorporar proteínas a produtos já consolidados no mercado, sem comprometer características como sabor e aparência. Esse movimento tem ampliado o campo de pesquisa e desenvolvimento de novos ingredientes e formulações.

A tendência, inicialmente impulsionada pelo interesse dos consumidores em perda de peso e ganho de massa muscular, ganhou espaço em diferentes categorias de alimentos. O avanço dos medicamentos da classe GLP-1 e as mudanças nas recomendações alimentares dos Estados Unidos também contribuem para ampliar a atenção ao consumo de proteínas.

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Para Stott, muitas das técnicas desenvolvidas inicialmente para alternativas à carne estão sendo adaptadas para criar versões enriquecidas com proteínas de uma variedade maior de alimentos. Além de ampliar as possibilidades de inovação, esse movimento fortalece o portfólio de propriedade intelectual das empresas do setor.

As informações são do Dairy Processing, resumidas e traduzidas pela Equipe MilkPoint. 

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