A Parmalat Finanziaria, maior companhia de laticínios da Itália, anunciou ter pago sua dívida de € 150 milhões (US$ 184 milhões) em bônus na sexta-feira (12), com quatro dias de atraso. A Parmalat informou que pagou os bônus com rentabilidade de 6%.
"O pagamento deste bônus é o mínimo que a Parmalat poderia fazer para os investidores", disse o analista da Centrosim em Milão, Andrea Paladini, que aconselha a venda da ação. "A esta altura, será importante descobrir onde a Parmalat conseguiu o dinheiro para pagar o bônus".
Na última semana, a Standard & Poor's rebaixou a classificação de crédito da empresa em um total de dez notas em dois dias, alegando preocupações com a capacidade da companhia de cumprir suas obrigações depois que deixou de receber dinheiro do fundo de investimentos sediado nas Ilhas Cayman. A S&P confere à companhia de Milão a nota CC, duas abaixo de D, ou "default".
Até a semana passada, a empresa parecia estar nadando em ativos líquidos, disse o analista da S&P, Guy Deslondes. Ele ponderou que a Parmalat aparentemente iludiu o mercado sobre o volume de ativos disponível no caixa da empresa. Seu "chairman", Calisto Tanzi, herdou a fabricante de presuntos e salames de seu pai em 1961 e a transformou numa companhia que vende laticínios, sobremesas e sucos de frutas em 30 países.
As ações da Parmalat Finanziaria SpA, proprietária da maior indústria de laticínios da Itália, perderam cerca de metade de seu valor depois que a empresa teve sua classificação de crédito reduzida duas vezes em dois dias.
O diretor da Associação de Investidores Italianos Adusbef, Elio Lannutti, disse que poderá pedir à Justiça italiana que abra uma investigação sobre a empresa. "Vamos nos reunir hoje para decidir o que fazer".
Fonte: Gazeta Mercantil, adaptado por Equipe MilkPoint
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MilkPoint
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