À medida que as temperaturas sobem anunciando a chegada do verão, a Gelateria Parmalat, maior fabricante de sorvete artesanal do País, disputa os melhores pontos-de-venda para ampliar sua rede de franquias. Até o final do ano, serão abertas oito novas lojas, espalhadas por São Paulo, Paraná e litoral de Santa Catarina. "Ponto-de-venda é tudo nesse negócio", disse o gerente executivo operacional da Gelateria Parmalat, Marcelo Negrão.
A ampliação faz parte de uma mudança na estratégia da companhia. Nos últimos 12 meses, começaram a operar 17 novas lojas, elevando para 43 o número de pontos-de-venda e consolidando a empresa como líder no segmento de sorvetes artesanais no Brasil. Para 2004, o projeto é abrir outras 25 lojas.
Todos os novos pontos pertencem aos franqueados, que gastam entre R$ 100 e R$ 120 mil para instalar cada unidade. Atuando em oito Estados, a Gelateria Parmalat possui apenas duas lojas próprias. Mas quando o negócio surgiu em 1995, e o Brasil foi o primeiro mercado onde a Parmalat começou a atuar na área de sorvetes, ela era dona das 26 lojas instaladas no País.
De acordo com Negrão, investir em sorvetes artesanais foi uma decisão de marketing, porque a companhia queria atrelar seu nome ao conceito de qualidade. O alto valor agregado do produto, que custa o triplo do sorvete tradicional, também pesou na decisão. Os sorvetes artesanais representam apenas 8% dos 500 milhões de litros de sorvete vendidos por ano no Brasil.
A mudança no rumo do negócio aconteceu em 2001, mesma época em que a empresa iniciou sua reestruturação. "Decidimos concentrar o trabalho da Gelateria no marketing e na produção da matéria-prima, que é o nosso core business. E deixamos para os franqueados a missão de trabalhar no varejo", explicou.
Além de desenvolver os sabores, a Gelateria Parmalat produz a chamada base do sorvete: uma mistura de leite, creme de leite e outros ingredientes. Para atender a demanda das novas lojas, a empresa dobrou a capacidade de produção nos últimos dois anos, saltando de 17 mil litros para 35 mil litros por mês. E a meta é aumentar em 50% esse volume durante o próximo ano.
A empresa também mudou a localização da linha de sorvetes. O produto deixou a fábrica de Jundiaí, interior de São Paulo, e é feito hoje em Carambeí, no Paraná, onde a Parmalat concentrou a maior parte de sua produção de refrigerados e sobremesas lácteas.
Por conta da maior produção de sorvete, a Parmalat do Brasil também fez uma mudança no estatuto, aprovada em assembléia geral extraordinária dos acionistas, para incluir a fabricação de sorvetes entre as atividades as quais a companhia se dedica.
A Gelateria Parmalat é hoje uma empresa independente da Parmalat do Brasil. A empresa admite que a mudança do estatuto pode abrir espaço para a absorção futura da Gelateria pela subsidiária brasileira, mas ressalta que isso ainda não está decidido.
Fonte: Valor On Line (por Raquel Landim), adaptado por Equipe MilkPoint
Parmalat aumenta pontos-de-venda de sorvetes artesanais
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