Papel dos lácteos na saúde e no bem-estar das crianças

Publicado em: - 20 minutos de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

O Guia Nutricional para Americanos 2005 (1), recomendação nutricional feita pelo Governo dos Estados Unidos, recomenda o consumo de três copos por dia de leite com baixo teor de gordura ou de produtos com a quantidade equivalente de leite (por exemplo, queijos, iogurte) como parte de uma dieta saudável para crianças de nove anos ou mais, e para algumas crianças mais novas que são fisicamente ativas. Para crianças sedentárias de dois a oito anos, a recomendação é de dois copos de leite com baixo teor de gordura ou produtos com equivalente em leite por dia (1).

Leite, queijos e iogurte são alimentos naturalmente ricos em nutrientes, fornecendo cálcio, potássio, e outros minerais, vitaminas e proteínas essenciais para o crescimento e desenvolvimento das crianças (2,3). Estudos com crianças e adolescentes demonstram que a ingestão de produtos lácteos melhorou a qualidade nutricional da dieta (4).

Além disso, o consumo de alimentos lácteos tem um papel benéfico em uma série de doenças crônicas (5,6). O consumo da quantidade recomendada de cálcio ou alimentos ricos em cálcio, como os produtos lácteos durante a infância e a adolescência, ajuda na obtenção do pico de massa óssea, que é geneticamente determinado, reduz os riscos de fraturas ósseas durante o crescimento, e protege contra a osteoporose e fraturas relacionadas a esta doença mais tarde na vida adulta (6).

O excesso de peso durante a infância atingiu proporções epidêmicas nos EUA (7,8). Pesquisas indicam que o número de crianças obesas no mundo já chegou a 155 milhões, com uma tendência de dobrar em apenas quatro anos.

No Brasil, a cada 10 crianças, três são obesas. Em 20 anos, a taxa de obesidade infantil no País subiu 240%. Apesar disso,muitas crianças norte-americanas estão subnutridas, ainda que estejam com sobrepeso (9). A falha das crianças e adolescentes em consumir quantidades recomendadas dos principais grupos alimentares, em particular de vegetais, frutas e alimentos lácteos (9), contribui para a falta de nutrientes, como vitaminas D e E, fosfato, potássio, magnésio e, mais significante, o cálcio (1,10,11).

Crianças com sobrepeso têm maior risco de se tornarem adultos com sobrepeso ou obesos (7). Além disso, o sobrepeso aumenta os riscos de doenças crônicas durante a infância, bem como na vida adulta (7,12,13). Muitas crianças e adolescentes que estão acima do peso têm tolerância prejudicada à glicose, uma condição que precede o desenvolvimento de diabetes tipo 2 (14,15), e aproximadamente 30% das crianças com sobrepeso têm hipertensão (16).

O sobrepeso e a alta pressão sangüínea também são componentes da síndrome metabólica (também chamada de síndrome de resistência à insulina), uma condição na qual múltiplos fatores de risco para doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2 estão presentes no mesmo indivíduo (12,17,18). A prevalência da síndrome metabólica na adolescência é de aproximadamente 4% no total, mas atinge de 30% a 50% em adolescentes com sobrepeso (12).

Como resultado de um aumento dramático na prevalência de sobrepeso nas crianças e adolescentes e as doenças associadas a esta condição, além das descobertas de que esta população tem baixas ingestões de vários nutrientes essenciais, particularmente o cálcio, tem sido dada atenção na promoção de um peso saudável em crianças e jovens e na melhora em sua ingestão de alimentos (7,13,19-21).

Papel dos lácteos na saúde e bem-estar das crianças

Ingestão de nutrientes

Leite, queijos e iogurtes são alimentos naturalmente densos em nutrientes, fornecendo uma alta concentração de nutrientes essenciais como cálcio, vitamina D (se fortificados), riboflavina, fósforo, proteínas, potássio, vitamina A, vitamina B12 e niacina, em relação ao seu valor energético (2,4,22,23).

Estudos feitos com crianças e adolescentes demonstraram que o consumo de produtos lácteos aumenta a ingestão de cálcio e melhora a qualidade nutricional geral de suas dietas (4,24-28). Além disso, o consumo de produtos lácteos tem mostrado aumentar a qualidade nutricional das dietas de crianças e adolescentes sem efeitos adversos no peso e na gordura corpórea (29-32).

Quando crianças em idade escolar incluíram leite como parte de sua refeição da tarde, a ingestão de cálcio,vitaminas A e E e zinco aumentou (24). O consumo de leite com sabor afeta positivamente a ingestão de cálcio pelas crianças e a qualidade geral da dieta (25,26).

Uma pesquisa da ingestão dietética de mais de três mil crianças com idade de seis a 17 anos mostrou que aquelas que consumiam mais produtos lácteos acrescidos de sabor, como leite e iogurte tinham maior chances de consumir pelo menos duas a três porções de alimentos lácteos por dia e consumiam mais cálcio, menos açúcar adicionado, e menores quantidades de gordura saturada do que crianças que bebiam mais de 16 a 25 onças (453,6 a 708,74 quilos) de refrigerantes ou sucos de frutas adoçados por dia (16).

À medida que aumenta a idade da criança, ela tende a reduzir seu consumo de leite e aumentar o consumo de bebidas menos nutritivas,como refrigerantes e sucos de frutas (5,27,28,33-35). Esta tendência é preocupante, especialmente considerando a proporção substancial de crianças nos EUA com ingestão sub-ótima de cálcio e/ou que estão com sobrepeso (5,25,36,37).

Com base nos dados do Bogalusa Heart Study, a qualidade das dietas das crianças cai da infância até o início da vida adulta (35). Quando os pesquisadores examinaram os padrões de consumo de grupos de alimentos e a dieta de crianças da infância (10 anos de idade) até o início da vida adulta (19 a 28 anos), mostraram que, apesar do aumento no consumo total de alimentos, a ingestão de alimentos de baixa qualidade (isto é, gorduras/óleos, doces, bebidas adoçadas, aperitivos salgados) aumentou duas vezes, enquanto a ingestão de alimentos densos em nutrientes (como produtos lácteos, frutas, vegetais, pães/grãos, carnes) caiu em 10% (35).

Aos 10 anos, somente 50% das crianças consumiam alimentos de cada um dos cinco grupos de alimentos densos em nutrientes, e esta porcentagem caiu para somente 19% nos adultos jovens (35).

Quando pesquisadores avaliaram os pais de 645 crianças com idade de um a cinco anos com relação ao consumo de alimentos e bebidas de seus filhos, mostraram que o consumo de alimentos lácteos melhorou a qualidade da dieta das crianças, e que aquelas crianças com maiores ingestões de leite e cálcio tinham menos chance de consumir bebidas não nutritivas (38).

De acordo com uma análise dos dados coletados entre 1,548 mil adolescentes participantes do Bogalusa Heart Study e acompanhados por 21 anos, o consumo de leite foi significantemente menor naqueles que consumiam quantidades médias a altas de bebidas adoçadas, comparado com aqueles com baixa ou nenhuma ingestão de bebidas adoçadas (39).

Baseados nessas descobertas, os pesquisadores concluíram que o consumo de leite deve ser estimulado, particularmente se o aumento do consumo de refrigerantes começar a substituir o consumo de leite (39).

Saúde dos ossos

Otimizar o pico de massa óssea, atingido entre os 15 e 30 anos de idade, e reduzir a taxa de perda óssea mais tarde na vida adulta são os principais fatores que influenciam os riscos de osteoporose (6).

Como grande parte do pico de massa óssea, que é geneticamente determinado, é acumulado durante as duas primeiras décadas de vida, a infância e a adolescência são períodos críticos para otimizar a saúde dos ossos (40,41). Evidências científicas suportam o papel benéfico dos nutrientes dos alimentos lácteos como o cálcio na saúde dos ossos (6,40).

As organizações profissionais de saúde, como a Academia Americana de Pediatria (41), a Associação Dietética Americana (42) e a Saúde Pública dos EUA (6) reconhecem a importância do cálcio e dos alimentos ricos neste elemento, como o leite e seus derivados, na saúde dos ossos de crianças e adolescentes.

Pesquisas realizadas na Universidade Estadual de Ohio, nos EUA, forneceram apoio para os efeitos positivos do cálcio e dos produtos lácteos na densidade mineral óssea em meninas adolescentes com idade de 10 anos, que foram acompanhadas por sete anos (43,44). Para saber mais sobre as influências nutricionais no pico de massa óssea, os pesquisadores conduziram um estudo clínico aleatório de longo prazo comparando os suplementos de cálcio (1.000 mg/dia somados a 881 mg/dia de cálcio dietético) com um placebo (785 mg de cálcio dietético) (43).

Além disso, um grupo de garotas participou de um estudo observacional, onde a ingestão de cálcio (1.213 mg/dia) foi fornecida por produtos lácteos (43). Tanto o cálcio como os produtos lácteos melhoraram o acúmulo de massa óssea, levando a um pico de massa óssea maior (43).

Enquanto o suplemento de cálcio e os produtos lácteos tiveram efeitos positivos na densidade mineral óssea no quadril e no antebraço, os produtos lácteos também foram associados com uma maior densidade mineral óssea na espinha (43). O cálcio influenciou a densidade óssea volumétrica, mas os produtos lácteos tiveram um impacto adicional no crescimento e expansão dos ossos, talvez devido ao teor de cálcio e proteínas presente nestes produtos (43).

No estudo clínico aleatório, a suplementação com cálcio teve um efeito benéfico significante na densidade óssea durante o grande crescimento que ocorre durante a puberdade (de 8 a 13 anos), um período em que aproximadamente 37% da massa óssea do esqueleto adulto é acumulada (44).

Um estudo com 80 adolescentes britânicas mostrou que a densidade mineral óssea e o teor mineral dos ossos foram maiores naquelas que aumentaram em 1 copo por dia o consumo de leite (e aumentaram sua ingestão de cálcio de 739 mg por dia para 1.125 mg por dia) por 18 meses, comparado com as meninas que consumiram cerca de meio copo de leite por dia (703 mg de cálcio por dia) (29).

Estudos com crianças chinesas na Ásia demonstraram que o aumento do consumo de leite durante a infância e a adolescência aumenta o teor mineral ósseo total, a densidade mineral óssea, e os indicadores de força óssea (45-48). Além disso, a descoberta de que a densidade e o teor mineral dos ossos eram maiores em crianças chinesas que receberam leite fortificado com cálcio e vitamina D do que naquelas que consumiram leite fortificado com cálcio, apenas demonstra o papel da vitamina D na promoção da mineralização óssea (48).

A falta do consumo de leite por um período prolongado mostrou comprometer a saúde dos ossos das crianças e aumentar seus riscos para fraturas durante a infância (49-51). Quando os históricos de fraturas de 50 crianças com idade de 3 a 13 anos que evitaram consumir leite por um período prolongado foram comparados a fraturas em um grupo de crianças nascidas no mesmo período, nas mesma cidade, aqueles que evitaram o leite tiveram mais fraturas, especialmente no antebraço (50). Além disso, muitos dos que evitavam o leite estavam com sobrepeso (50).

Outro estudo com crianças bem novas com histórico de evitar leite mostrou uma reduzida massa óssea, redução na altura e sobrepeso, que persistiu durante os dois anos de acompanhamento (51). Mais suporte sobre os efeitos benéficos do consumo de leite durante a infância e a adolescência na saúde dos ossos e proteção contra fraturas com o avanço da idade surge de investigações retrospectivas em adultos (52,53).

O consumo de quantidades suficientes de leite e produtos lácteos fortificados com vitamina D é importante para ajudar a proteger contra a osteoporose com o avanço da idade e evitar o raquitismo (doença caracterizada por ossos fracos e deformados) e carência de vitamina D em crianças e adolescentes. Apesar de voluntário, quase todo o leite vendido nos EUA é fortificado com vitamina D para a obtenção da quantidade padrão de 400 I.U. por um quarto de galão (0,946 litros) (40). O raquitismo recentemente, e inesperadamente, retornou entre as crianças dos EUA (54), e a deficiência subclínica de vitamina D foi identificada em adolescentes saudáveis (55,56). Essas duas condições são atribuídas, em parte, à baixa ingestão de leite fortificado com vitamina D (57).

Além do cálcio e da vitamina D, outros nutrientes dos alimentos lácteos, como fósforo, proteínas, magnésio e zinco são importantes para a sáude dos ossos de crianças (58). Por esta razão, as crianças são estimuladas a consumir uma dieta variada constituída de alimentos densos em nutrientes - como as porções recomendadas de alimentos lácteos - para dar suporte à saúde dos ossos (1,58).

Peso corpóreo/Gordura

Considerando a alta prevalência de sobrepeso pediátrico e suas implicações para o desenvolvimento de doenças sérias, tanto na infância como na vida adulta, existe uma necessidade urgente de identificar atitudes efetivas tanto dietéticas como comportamentais para ajudar nesta questão. Apesar de inconclusivas, algumas evidências sugerem que a maior ingestão de bebidas com alto conteúdo de açúcar e pobre em nutrientes, relacionada ao menor consumo de leite, pode aumentar o consumo de energia pelas crianças, potencialmente aumentando seus riscos para sobrepeso e obesidade (18,37,59).

Existem menos pesquisas avaliando a relação entre o consumo de cálcio e produtos lácteos com o peso e gordura corpóreas em crianças e adolescentes do que em adultos (18). Quase todos os estudos com crianças e adolescentes são epidemiológicos. Em geral, as descobertas desses estudos mostraram ou uma relação benéfica ou neutra entre o consumo de cálcio e produtos lácteos e o peso/gordura corpóreo em crianças (18). As inconsistências nas descobertas científicas podem ser explicadas por fatores que podem confundir, como ingestão de energia, atividade física, entre outras variáveis (18).

De acordo com as evidências atuais, não existe base científica para crianças e adolescentes que estão preocupados com seu peso e gordura evitarem produtos lácteos (1,60).

Considerando que o consumo de lácteos é relativamente baixo para a maioria das crianças dos EUA (9) e que algumas evidências sugerem que o baixo consumo desses alimentos pode ter efeitos adversos na gordura e no peso corpóreo de crianças (18,49,51,61-63), existe uma necessidade crítica de mais pesquisas para avaliar os efeitos do consumo de lácteos no peso e na composição corpórea.

Pressão alta

O excesso de peso na infância e na adolescência está fortemente associado com a alta pressão sangüínea em jovens (16,64). Além disso, outros fatores relacionados ao estilo de vida, incluindo a dieta, também influenciam a pressão sangüínea de crianças (64). O baixo consumo de alimentos lácteos pode ser um fator contribuinte para a pressão alta na infância (65).

No primeiro estudo feito para analisar os efeitos do consumo de alimentos nos níveis da pressão sangüínea em crianças, os pesquisadores viram que crianças em idade pré-escolar, que consistentemente consumiam mais produtos lácteos (duas ou mais porções por dia), com ou sem mais porções de frutas e vegetais (quatro ou mais porções por dia), durante os anos pré-escolares tinham menores ganhos anuais na pressão sangüínea sistólica durante a infância comparado com crianças que consumiam menores quantidades desses alimentos (65).

Apesar de os mecanismos exatos dos efeitos de redução da pressão sangüínea desses alimentos não serem totalmente compreendidos, os pesquisadores sugerem que nutrientes específicos e outros componentes dos alimentos podem ser os responsáveis (66).

Os nutrientes dos alimentos lácteos, como cálcio, magnésio e potássio, bem como os peptídeos das proteínas do leite, têm demonstrado efeitos na redução da pressão sangüíena (66-68).

Síndrome metabólica

O excesso de peso e a pressão alta são componentes da síndrome metabólica, uma condição de múltiplos fatores de risco para doenças cardiovasculares, bem como para diabetes do tipo 2 (12,16-18). A prevalência da síndrome metabólica é alta entre as crianças e adolescentes com sobrepeso e é diretamente proporcional com o grau de sobrepeso (69).

Entre os adultos jovens com excesso de peso participantes do estudo CARDIA (Coronary Artery Risk Development in Young Adults), o consumo de alimentos lácteos foi inversamente associado com a incidência de todos os componentes da síndrome metabólica durante 10 anos, independente de outros fatores (70).

Além disso, os adultos jovens que participaram do Bogalusa Heart Study que não tinham fatores de risco para síndrome metabólica, consumiam mais produtos lácteos com baixo teor de gordura do que aqueles que tinham um ou mais fatores de risco associados com a síndrome (71).

Desta forma, é possível que o consumo de lácteos tenha um efeito benéfico na síndrome metabólica em crianças e adolescentes. Entretanto, são necessárias mais pesquisas para determinar o efeito protetor dos produtos lácteos (18).

Conclusões

Considerando os efeitos nutricionais e benéficos à saúde do leite e outros alimentos lácteos, estão sendo feito esforços para aumentar o consumo desses alimentos por crianças e adolescentes nos EUA (5). Esses incluem o aumento da participação de crianças em lanches escolares, criação de ambientes de nutrição saudável nas escolas dando suporte ao consumo de alimentos saudáveis, incluindo os lácteos, e melhoria na aparência, temperatura e sabor do leite escolar (5).

Um Programa Piloto de Leite Escolas, patrocinado pelo National Dairy Council e pela American School Food Service Association mostrou que as crianças bebem mais leite quando as escolas oferecem o produto em embalagens plásticas e re-lacráveis em diferentes tamanhos, vários sabores, locais de venda (em vending machines ou presentes no cardápio) e refrigerados (72).

Desta forma, estão sendo tomadas medidas para implementar essas mudanças nas escolas de todo o país, uma medida que poderá aumentar bastante a saúde e o bem-estar das crianças (73).

O ambiente familiar e social influenciam bastante no consumo de alimentos, nutrição e atitudes com relação aos alimentos das crianças (74). Os pais podem ter um papel positivo na formação dos hábitos alimentares de seus filhos oferecendo produtos lácteos e consumindo esses produtos (75).

Referências bibliográficas

1. U.S. Department of Health and Human Services and U.S. Department of Agriculture. Dietary Guidelines for Americans, 2005. 6th Edition. Washington, D.C.: U.S. Government Printing Office, January 2005. www.healthierus.gov/dietaryguidelines.
2. U.S. Department of Agriculture, Agricultural Research Service. USDA Nutrient Database for Standard Reference, Release 17. 2004. Nutrient Data Laboratory Home Page. www.nal.usda.gov/fnic/foodcomp.
3. U.S. Department of Health and Human Services, Public Health Service, National Institutes of Health, National Institute of Child Health and Human Development. Milk Matters. www.nichd.nih.gov/milk/milkmatters.
4. National Dairy Council. Dairy Council Digest 75: 1, 2004.
5. Nicklas, T.A. J. Am. Coll. Nutr. 22: 340, 2003.
6. U.S. Department of Health and Human Services. Bone Health and Osteoporosis: A Report of the Surgeon General. Rockville, MD: U.S. Department of Health and Human Services. Office of the Surgeon General, 2004. www.surgeongeneral.gov/library.
7. Institute of Medicine. . Washington, D.C.: Institute of Medicine, September 2004. www.iom.edu/report.asp?id=22596.
8. Hedley, A.A., C.L. Ogden, C.L. Johnson, et al. JAMA 291: 2847, 2004.
9. Cook, A.J. and J.E. Friday. Pyramid Servings Intakes in the United States, 1999-2002, 1 Day. Beltsville, MD: USDA Agricultural Research Service, Community Nutrition Research Group, CNRG Table Set 3.0. 2004. www.ba.ars.usda.gov/cnrg.
10. U.S. Department of Agriculture, Agricultural Research Service. MFood and Nutrient Intakes by Children 1994-96, 1998. December 1999. www.barc.usda.gov/bhnrc/foodsurvey/home.htm.
11. Suitor, C.W. and P.M. Gleason. J. Am. Diet. Assoc. 102: 530, 2002.
12. Daniels, S.R., D.K. Arnett, R.H. Eckel, et al. Circulation 111: 1999, 2005.
13. Ebbeling, C.B., D.B. Pawlak, and D.S. Ludwig. Lancet 360: 473, 2002.
14. Sinha, R., G. Fisch, B. Teague, et al. N. Engl. J. Med. 346: 802, 2002.
15. National Diabetes Education Program. Diabetes in Children and Adolescents. www.ndep.nih.gov/diabetes/pubs/Youth_FactSheet.pdf.
16. National High Blood Pressure Education Program Working Group on High Blood Pressure in Children and Adolescents. Pediatrics 114: 555, 2004.
17. De Ferranti, S.D., K. Gauvreau, D.S. Ludwig, et al. Circulation 110: 2494, 2004.
18. Huang, T. and M. McRory. Nutr. Rev. 63: 71, 2005.
19. Nicklas, T.A., T. Baranowski, K.W. Cullen, et al. J. Am. Coll. Nutr. 20: 599, 2001.
20. Committee on Nutrition, American Academy of Pediatrics. Pediatrics 112: 424, 2003.
21. U.S. Department of Health and Human Services. The Surgeon General's Call to Action to Prevent and Decrease Overweight and Obesity. Washington, D.C.: U.S. Government Printing Office, 2001.
22. Gerrior, S., L. Bente, and H. Hiza. Nutrient Content of the U.S. Food Supply, 1909-2000. Home Economics Research Report No. 56. U.S. Department of Agriculture, Center for Nutrition Policy and Promotion, November 2004.
23. Weinberg, L.G., L.A. Berner, and J.E. Groves. J. Am. Diet. Assoc. 104: 895, 2004.
24. Johnson, R.K., C. Panely, and M.Q. Wang. J. Child. Nutr. Manage. 22: 95, 1998.
25. Johnson, R.K., C. Frary, and M.Q. Wang. J. Am. Diet. Assoc. 102: 853, 2002.
26. Frary, C.D., R.K. Johnson, and M.Q. Wang. J. Adol. Health 34: 56, 2004.
27. Ballew, C., S. Kuester, and C. Gillespie. Arch. Pediatr. Adolesc. Med. 154: 1148, 2000.
28. Bowman, S.A. J. Am. Diet. Assoc. 102: 1234, 2002.
29. Cadogan, J., R. Eastell, N. Jones, et al. Br. Med. J. 315: 1255, 1997.
30. Chan, G., K. Hoffman, and M. McMurry. J. Pediatr. 126: 551, 1995.
31. Merrilees, M.J., E.J. Smart, N.L. Gilchrist, et al. Europ. J. Nutr. 39: 256, 2000.
32. Lappe, J.M., K.A. Rafferty, K.M. Davies, et al. J. Am. Diet. Assoc. 104: 1361, 2004.
33. Rajeshwari, R., T.A. Nicklas, S.-J. Yang, et al. J. Am. Coll. Nutr. 23: 341, 2004.
34. Nicklas, T.A., D. Demory-Luce, S.-J. Yang, et al. J. Am. Diet. Assoc. 104: 1127, 2004.
35. Demory-Luce, D., M. Morales, T. Nicklas, et al. J. Am. Diet. Assoc. 104: 1684, 2004.
36. Ludwig, D.S., K.E. Peterson, and S.L. Gortmaker. Lancet 357: 505, 2001.
37. Mrdjenovic, G. and D.A. Levitsky. J. Pediatr. 142: 604, 2003.
38. Marshall, T.A., J.M. Eichenberger Gilmore, B. Broffitt, et al. J. Am. Coll. Nutr. 24: 65, 2005.
39. Rajeshwari, R., S.-J. Yang, T.A. Nicklas, et al. J. Am. Diet. Assoc. 105: 208, 2005.
40. Institute of Medicine. Dietary Reference Intakes for Calcium, Phosphorus, Magnesium, Vitamin D, and Fluoride. Washington, D.C.: National Academy Press, 1997.
41. American Academy of Pediatrics, Committee on Nutrition. Pediatrics 104: 1152, 1999.
42. The American Dietetic Association. J. Am. Diet. Assoc. 104: 660, 2004.
43. Matkovic, V., J.D. Landoll, N.E. Badenhop-Stevens, et al. J. Nutr. 134: 701s, 2004.
44. Matkovic, V., P.K. Goel, N.E. Badenhop-Stevens, et al. Am. J. Clin. Nutr. 81: 175, 2005.
45. Lau, E.M.C., H. Lynn, Y.H. Chan, et al. Osteoporos. Int. 15: 654, 2004.
46. Du, X.Q., H. Greenfield, D.R. Fraser, et al. Bone 30: 521, 2002.
47. Du, X., K. Zhu, and A. Trube, et al. Br. J. Nutr. 92: 159, 2004.
48. Zhu, K., X. Du, C.T. Cowell, et al. Am. J. Clin. Nutr. 81: 1168, 2005.
49. Black, R.E., S.M. Williams, I.E. Jones, et al. Am. J. Clin. Nutr. 76: 675, 2002.
50. Goulding, A., J.E.P. Rockell, R.E. Black, et al. J. Am. Diet. Assoc. 104: 250, 2004.
51. Rockell, J.E., S.M. Williams, R.W. Taylor, et al. Osteoporos. Int. 2004. Epub ahead of print, 19 p.
52. Kalkwarf, H.J., J.C. Khoury, and B.P. Lanphear. Am. J. Clin. Nutr. 77: 257, 2003.
53. Teegarden, D., R.M. Lyle, W.R. Proulx, et al. Am. J. Clin. Nutr. 69:1014, 1999.
54. Gartner, L.M., F.R. Greer, and the Section of Breastfeeding and Committee on Nutrition, American Academy of Pediatrics. Pediatrics 111: 908, 2003.
55. Sullivan, S.S., C.J. Rosen, W.A. Halteman, et al. J. Am. Diet. Assoc. 105: 971, 2005.
56. Gordon, C.M., K.C. DePeter, H.A. Feldman, et al. Arch. Pediatr. Adolesc. Med. 158: 531, 2004.
57. Raiten, D.J. and M.F. Picciano. Am. J. Clin. Nutr. 80 (suppl): 1673s, 2004.
58. Bounds, W., J. Skinner, B.R. Carruth, et al. J. Am. Diet. Assoc. 105: 735, 2005.
59. Murray, R., B. Frankowski, and H. Taras. J. Pediatr. 146: 586, 2005.
60. Phillips, S.M., L.G. Bandini, H. Cyr, et al. Int. J. Obesity 27: 1106, 2003.
61. Olivares, S., J. Kain, L. Lera, et al. Europ. J. Clin. Nutr. 58: 1278, 2004.
62. Carruth, B.R. and J.D. Skinner. Int. J. Obesity 25: 559, 2001.
63. Skinner, J.D., W. Bounds, B.R. Carruth, et al. J. Am. Diet. Assoc. 103: 1626, 2003.
64. Munter, P., J. He, J.A. Cutler, et al. JAMA 291: 2107, 2004.
65. Moore, L.L., M.R. Singer, M.L. Bradlee, et al. Epidemiol. 16: 4, 2005.
66. Gillman, M.W., M.Y. Hood, L.L. Moore, et al. J. Pediatr. 127: 186, 1995.
67. Simons-Morton, D.G., S.A. Hunsberger, L. Van Horn, et al. Hypertension 29: 930, 1997.
68. FitzGerald, R.J., B.A. Murray, and D.J. Walsh. J. Nutr. 134: 980s, 2004.
69. Weiss, R., J. Dziura, T.S. Burgert, et al. N. Engl. J. Med. 350: 2362, 2004.
70. Pereira, M.A., D.R. Jacobs, Jr., L. Van Horn, et al. JAMA 287: 2081, 2002.
71. Yoo, S., T. Nicklas, T. Baranowski, et al. Am. J. Clin. Nutr. 80: 841, 2004.
72. National Dairy Council and American School Food Service Association (now School Nutrition Association). The School Milk Pilot Test. Beverage Marketing Corporation for National Dairy Council and American School Food Service Association, 2002.
73. Promar International. The School Milk Pilot Test. Estimating the Effects of National Implementation. A report prepared for National Dairy Council and the American School Food Service Association (now School Nutrition Association). 2002. www.nutritionexplorations.org (under School Foodservice, then New Look of School Milk).
74. Patrick, H. and T.A. Nicklas. J. Am. Coll. Nutr. 24: 83, 2005.
75. Fisher, J.O., D.C. Mitchell, H. Smiciklas-Wright, et al. Am. J. Clin. Nutr. 79: 698, 2004.

Artigo baseado em revisão feita pelo National Dairy Council.
Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 0

Material escrito por:

Juliana Santin

Juliana Santin

Médica veterinária formada pela FMVZ/USP. Contribuo com a geração de conteúdo nos portais da AgriPoint nas áreas de mercado internacional, além de ser responsável pelo Blog Novidades e Lançamentos em Lácteos do MilkPoint Indústria.

Acessar todos os materiais

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Qual a sua dúvida hoje?