OCDE: preços devem permanecer em alta durante 2 anos
Segundo um relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), os preços de ingredientes para produtos lácteos, como o leite em pó, devem, de maneira geral, aumentar durante os próximos dois anos, e se estabilizar no longo prazo.
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Compilado em conjunção com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), as descobertas serão bem-vindas pelos processadores de lácteos, que estão enfrentando aumentos de preços das matérias-primas em meio a preocupações globais referentes às reduções dos estoques de leite.
Apesar de as taxas de produção para leite em pó integral continuarem aumentando firmemente à frente dos níveis de consumo, o relatório estimou que os preços continuarão aumentando, atingindo o pico de US$ 263/100kg em 2008, de um preço estimado de US$ 229/100 kg em 2006. O leite em pó desnatado também seguirá este padrão com os preços devendo atingir um pico em 2008, de US$ 269/100kg, de um preço estimado de US$ 235/100kg em 2006.
Após um declínio gradual nos preços em 2009, o preço médio para o produto até 2016, incluindo este ano, será de cerca de US$ 235/100kg.
O preço global para manteiga continuará aumentando até 2016, para US$ 223/100kg, de um valor estimado de US$ 186/100kg. Esta mudança deverá ser direcionada pelas taxas de consumo aumentando e passando os níveis de produção global deste ano em diante.
A demanda por queijos também este ano deverá crescer mais rápido que os níveis de produção, apesar que, depois do pico deste ano, o preço global do produto deverá estabilizar junto com os do leite em pó integral e desnatado. Apesar de aumentar para US$ 311/100kg durante o ano, de um valor estimado de US$ 273/100kg em 2006, o preço médio entre 2009 e 2016 deverá ser de US$ 303/100kg.
As informações são do site Dairy Reporter.
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UNIÃO DA VITÓRIA - PARANÁ - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 13/07/2007
Não diria que somente os serviços especializados de consultoria e informações (MilkPoint) devem liderar tal processo de estruturação da cadeia, mas também as empresas de assistência e extensão rural públicas, universidades, técnicos, enfim, todos os elos envolvidos com o ramo lácteo.
Creio que devemos pensar no futuro, quando a demanda de alimentos crescerá. Todavia o crescimento da produção deve obedecer o crecsimento do consumo, seja interno ou externo, evitando assim uma estagnação futura dos preços novamente por uma provável "enxurrada" de oferta. Pés no chão!

NATIVIDADE - RIO DE JANEIRO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 12/07/2007
DESCALVADO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 11/07/2007
Me preocupa a magnitude do estímulo atual na produção futura. É difícil prever onde podemos chegar: são 20 milhoões de vacas, a maioria mal manejadas; qual o efeito de um pequeno estímulo em arraçoamento?
Mais ainda, temos que pensar na substituição de matérias-primas lácteas utilizadas na industrialização de alimentos como creme x gordura vegetal, leite x soja, etc....; reverter um quadro de substituição de matérias-primas na indústria não é fácil porque implica em rotulagem, processos e outros efeitos de médio-longo prazos.
Por fim, mas não menos importante, temos o impacto de preços no consumidor final, principalmente nos produtos vinculados á elasticidade de renda como queijos e iogurtes.
Talvez esse seja o momento para uma reflexão da cadeia de uma forma madura e consistente. O MilkPoint poderia liderar esse processo e colocar a discussão em pauta.
Lembro que os EUA criaram há 3 anos um fundo privado da cadeia como prevenção de ciclos de preços no mercado. São U$ 0,10 por 100 lbs de leite de contribuição e o montante chega a U$ 6 milhões anuais, este recurso foi usado para compra de vacas de leite para abate e até para subsidiar algumas exportações.
Temos capacidade e maturidade para gerir um movimento equivalente. Fica a idéia.