FAZER LOGIN COM O FACEBOOK ESQUECI MINHA SENHA SOU UM NOVO USUÁRIO
Buscar

Nova Zelândia tem novo enfoque na produção de leite sustentável

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 31/08/2020

3 MIN DE LEITURA

0
0

"A sustentabilidade é um dos principais desafios enfrentados pela atual geração de produtores de leite", disse Melissa Slattery, produtora em Waikato, na Nova Zelândia, e nova presidente do programa do Dairy Environment Leaders.

Ela afirma que o desenvolvimento de soluções para qualidade da água e mudanças climáticas são cruciais para que o setor continue relevante e lucrativo. “Com nossa produção de leite predominantemente a pasto, somos os produtores mais eficientes em todo o mundo, mas precisamos ser relevantes no futuro”, disse Slattery. “Cada geração teve seus desafios e este é o nosso.”

Slattery e seu marido, Justin, operam uma fazenda de gado leiteiro com 300 vacas e 106 hectares perto de Te Aroha. Ela é sócia de uma firma de contabilidade local. Os Slatterys ganharam o título NZ Dairy Industry Awards 2015 Sharemilker/Equity Farmer of the Year.

O programa Dairy Environment Leaders é administrado pela DairyNZ. Slattery, que faz parte do programa há três anos, substituiu a produtora de Matamata, Tracy Brown. “Estou ansiosa para mostrar todo o excelente trabalho que os produtores de leite vêm fazendo na Nova Zelândia, para melhorar a qualidade da água, reduzir as emissões de gases e a pegada ambiental das fazendas leiteiras, ao mesmo tempo em que mantêm o lucrativo negócio agrícola.”

A Nova Zelândia é responsável por menos de 0,2% das emissões globais e os produtores de leite estão entre os mais eficientes do mundo, em termos de emissões.

Ela observa que o País fez compromissos internacionais para as mudanças climáticas que exigem reduções nos gases do efeito estufa. Como a agricultura representa 49% dos gases da Nova Zelândia, é preciso encontrar soluções para reduzir a pegada, enquanto mantém-se a capacidade lucrativa da produção de leite e sua contribuição para a economia nacional. “O compromisso de nosso país com a melhoria da qualidade da água em uma geração também exigem colaboração, inovação, tecnologia e soluções práticas”, diz ela.

Os produtores de leite da Nova Zelândia têm melhorado sua pegada de carbono, mas é necessário mais trabalho. Slattery destaca que, ao longo do tempo, a indústria alcançou eficiência de 2% ao ano nas emissões de carbono .

“Isso significa ser mais eficiente na fazenda e inovar por meio de medições, genética ou pelo ajuste fino de nossos sistemas. Produzir mais pasto/ha, desperdiçando menos ração, seja por meio de práticas agrícolas aprimoradas ou investimento em infraestrutura, é uma situação ganha-ganha que se acumulou com o tempo. “O foco agora é como atingiremos a redução de 10% até 2030 e as metas maiores e mais ambiciosas para 2050. A forma como nós as atingiremos ainda são desconhecidas.”

Ela diz que existem algumas inovações interessantes. Por exemplo, o trabalho recentemente anunciado em ‘cowbotcha’, por meio da Fonterra, um suplemento para ruminantes que reduz a produção de metano. "Esperançosamente, essas inovações que ainda não encontramos na fazenda nos ajudarão a atingir nossas metas de longo prazo", disse Slattery.

Na qualidade da água, os produtores investiram em infraestrutura de efluentes, cercaram cursos de água e alguns diminuíram as áreas das fazendas. Eles registram o uso de nutrientes e refinaram a política de fertilizantes, de forma que só aplicam o que a pastagem e a safra precisam para crescer.

Slattery observa que os produtores que irrigam investiram em melhor infraestrutura, monitoramento de umidade e são auditados em seu consentimento de irrigação.

Os produtores fizeram muitas plantações ribeirinhas e alguns estão construindo pântanos para coletar contaminantes. A indústria está adotando o Farm Environment Plans para apoiar e orientar as práticas na fazenda com base nos tipos de solo, topografia, queda de chuva, sistemas agrícolas, infraestrutura e corpos d'água locais.

“Muito foi feito – embora haja muito mais a fazer”, diz Slattery. “Algumas bacias estão enfrentando problemas em termos de redução de nitrogênio. É fundamental dar o tempo necessário para que os produtores façam as mudanças para atender aos novos limites, sem perda total de viabilidade financeira.”

Slattery acredita que fortes credenciais sustentáveis trarão melhores retornos e manterão os negócios em boa posição para a próxima geração. “O crédito que obteremos é nos posicionarmos para alcançar valor agregado e uma prática agrícola sustentável, além de manter nossa participação de mercado à medida que os consumidores apreciam o valor de uma boa comida. Os consumidores e os mercados determinarão o crédito que merecemos. Tem sido positivo ver a atuação do setor de laticínios  para ajudar a reconstruir a economia após os efeitos da Covid-19.”

As informações são do Rural News Group, traduzidas pela Equipe MilkPoint.

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

MilkPoint AgriPoint