Segundo os produtores envolvidos, a rescisão dos contratos será definitiva em 1º de outubro de 2026. A partir desta data, toda a produção deixará de ser considerada orgânica e passará a ser comercializada como leite convencional, perdendo o diferencial técnico construído ao longo de anos. O modelo orgânico exigia condições específicas, como a proibição de agroquímicos e sementes modificadas, sistemas de pastoreio obrigatórios, restrições no uso de antibióticos e certificação sob normas nacionais e internacionais.
Durante anos, este esquema permitiu o desenvolvimento de uma produção diferenciada, alinhada às tendências globais de consumo, mas a sua sustentabilidade local estava atrelada a um único comprador. Conforme confirmado por fontes do setor produtivo, a Nestlé deixará de fato de comprar leite orgânico na Argentina.
Entre as mais afetadas pela decisão estão as propriedades leiteiras localizadas em Córdoba, Buenos Aires e Entre Ríos, onde muitas passaram por processos longos e caros de reconversão produtiva. O caso de Ucacha, em Córdoba, reflete a dimensão do problema, já que em uma única localidade funcionam três fazendas orgânicas integradas a este sistema. Agora, todos enfrentam o mesmo cenário de ficar sem um comprador específico para a sua produção.
As informações são do Agroindustria En Foco, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.
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