Nestlé otimiza produção de leite e abre mercados
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A Dairy Partners Américas Brasil (DPAB), braço brasileiro da DPA, assumirá em janeiro a fabricação de alguns produtos lácteos (leite em pó, achocolatados prontos para beber e creme de leite) e a produção, comercialização e distribuição dos produtos refrigerados (iogurtes, sobremesas e leite fermentado).
A aliança entre as duas empresas tem o objetivo de alcançar benefícios especialmente nas áreas de vendas, seja em novos mercados ou nos já existentes; maior eficiência, a partir da melhor utilização das infra-estruturas; melhor aproveitamento de recursos e dos pontos fortes de distribuição e da força de produção; sinergia de compras e de investimentos em pesquisa e desenvolvimento de produtos.
Líder no mercado de leite em pó, a Nestlé tem perseguido ganhos de produtividade ao longo dos últimos quatro anos. Para se ter uma idéia, em 2002 a empresa captará cerca de 1,5 bilhão de litros de leite de aproximadamente sete mil produtores. Em 1999 a captação de 1,3 bilhão foi proveniente de 22,5 mil produtores. Em 2000, 1,4 bilhão de litros foram captados de 14 mil produtores, enquanto em 2001 o mesmo volume (1,4 bilhão) foi obtido de 8,5 mil produtores.
Dentre as principais inovações tecnológicas dos últimos anos, destaca-se a granelização da coleta, que teve a Nestlé à frente deste processo no Brasil, com a utilização de tanques de refrigeração pelos produtores nas fazendas. Esta mudança alterou o patamar tecnológico do produtor, as condições de armazenamento do leite, reduziu os gastos com fretes e trouxe ganhos com o aumento da escala de produção na fazenda.
Receita
As exportações de derivados de leite devem crescer 162% em 2002 sobre o volume embarcado no ano passado. As vendas externas estão projetadas em 21 mil toneladas, que devem gerar receita de aproximadamente US$ 18 milhões. Em 2001, as exportações somaram oito mil toneladas, volume que gerou receita de US$ 8 milhões. Os mercados para os quais a empresa exporta são Suíça, Japão, Chile, Rússia e Estados Unidos, além de países da América do Sul, América Central e Oriente Médio. O aumento das vendas externas se deve aos constantes investimentos na qualidade e na rastreabilidade de matérias-primas e produtos. "A aliança com a Fonterra e a formação da DPA também permitirá maior acesso aos mercados internacionais pelos produtos lácteos brasileiros", diz o diretor de assuntos corporativos, Fábio Alberici de Mello.
Fonte: Gazeta Mercantil (por Luciana Franco), adaptado por Equipe MilkPoint
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VALENÇA - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE
EM 28/11/2002
A resposta do produtor será sempre bastante simples, como, aliás, já vem ocorrendo este ano em função do achatamento dos preços do leite pago ao produtor a partir de Agosto de 2001: a redução da produção. There is no free lunch. Há uma inércia no sistema, mas a resposta é certa.