Nestlé deve impulsionar cadeia leiteira no RS

Com a instalação da fábrica da Nestlé em Palmeira das Missões (RS), parte das lavouras deverá ser destinada à bovinocultura leiteira, visto que a fábrica terá capacidade para processar um milhão de litros por dia. A inauguração da unidade está prevista para setembro de 2007.

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Com a instalação da fábrica da Nestlé em Palmeira das Missões (RS), parte das lavouras deverá ser destinada à bovinocultura leiteira, visto que a fábrica terá capacidade para processar um milhão de litros por dia. A inauguração da unidade está prevista para setembro de 2007.

O presidente do Sindicato Rural de Palmeira das Missões, Hamilton Jardim, acredita que a produção de leite vai funcionar como complemento de renda. "O fornecimento de leite para a fábrica vai garantir uma renda mensal".

Ele também projeta que muitos produtores devem trocar o plantio do grão pela produção de leite, que traz menos riscos. "Mas apenas manter os animais não é suficiente, será preciso muito profissionalismo, com a aplicação de conceitos de gestão e das técnicas adequadas de manejo dos rebanhos", lembrou em reportagem de João Guedes para o Jornal do Comércio/RS.

Para que a troca dê certo, o processo será acompanhado por programas de capacitação conduzidos pelos sindicatos rurais da região e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS) e Federação da Agricultura do Estado (Farsul).

Ao todo, 12 mil produtores devem fornecer leite para a nova unidade. Atualmente, a produção de leite inspecionado no estado é de pouco mais de 5,5 milhões de litros por dia, mas terá que chegar aos 12 milhões/dia nos próximos três anos para abastecer as novas fábricas de Embaré e CCGL, assim como as ampliações nas unidades de Cosulati, Coorlac e Elegê.
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Luís Fernando Przyczynski
LUÍS FERNANDO PRZYCZYNSKI

GUARANI DAS MISSÕES - RIO GRANDE DO SUL - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 14/08/2006

A região Sul do Brasil, mais especificamente o noroeste do Rio Grande do Sul, caracteriza-se como uma zona de forte influência européia em sua colonização, tendo assim uma vocação leiteira, o que habilita a implantação de três novas indústrias lácteas.

Os incentivos para o aumento desta oferta deverão vir por meio de conhecimentos técnicos, financiamentos para aquisição e melhoria de plantéis, aquisição de resfriadores, e, principalmente, uma política que não surpreenda o produtor a cada nota de leite.

Atualmente, passamos por frustrações com três safras seguidas, principalmente nas culturas de verão. O leite, por sua vez, entra como possível solução, optando o produtor em produzir seu estoque de comida neste espaço, de abril à outubro.

Na maioria das propriedades o leite foi delegado para segundo plano, mas sempre presente. Agora, com a Nestlé e a CCGL em Cruz Alta, esta segunda alicerçada pelas cooperativas da região, temos esperança de revitalizar esta tão importante fonte de renda ao produtor rural.
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