A maior companhia de lácteos da Nova Zelândia, Fonterra, deverá demitir 700 funcionários enquanto luta para lidar com o aumento do dólar neozelandês e com a queda nos rendimentos dos produtores de leite. Os funcionários que entrarão na reestruturação - que será realizada nos próximos dois anos - serão os empregados assalariados que trabalham em funções administrativas. Cerca de 30 empregos já serão cortados nas próximas semanas.
Apesar de a Fonterra ter cerca de 20 mil funcionários em todo o mundo, a remoção de 700 posições representa uma importante mudança estrutural para o negócio. O gerente da companhia confirmou que a maioria dos empregos que serão cortados está entre os 10 mil da Nova Zelândia.
O anúncio seguiu uma ampla revisão estratégica feita pelo diretor executivo da Fonterra, Andrew Ferrier. Diante do fortalecimento do dólar neozelandês - que fará com que o rendimento dos produtores caia 15% no próximo ano - Ferrier se comprometeu a cortar custos do negócio.
Ferrier disse que a queda do dólar neozelandês nas últimas semanas foi um bom sinal para a Fonterra, mas que o corte de custos continua sendo crucial. Quando o dólar da Nova Zelândia atingiu o pico de US$ 0,71 em fevereiro, alguns economistas previram que o rendimento dos produtores cairia para níveis insustentáveis em 2006. Ferrier disse que estas previsões agora parecem menos realistas.
"Nós achávamos que o ano de 2005 seria duro para os produtores, mas que 2006 seria muito pior. Agora, achamos que é mais provável que 2005 seja o ano mais difícil".
O presidente da Fonterra, Henry van der Heyden, disse que o corte de empregos não é uma reação automática ao fortalecimento da moeda. Este corte faz parte de uma estratégia de longo prazo para tornar o negócio mais eficiente.
O analista da indústria de lácteos Tony Baldwin, disse que os cortes de empregos serão vistos por muitos do setor como uma medida positiva. "Em um contexto internacional, isto não é dramaticamente grande".
Não foram feitos cortes importantes desde que a Fonterra foi formada pela fusão entre as duas maiores cooperativas de lácteos da Nova Zelândia e a New Zealand Dairy Board, em 2001, disse Baldwin. Ele disse que as oportunidades da Fonterra para a reestruturação foram adiadas em cerca de oito meses enquanto a companhia lidava com políticas internas após a fusão. A redução de empregos pode ser um sinal de que a Fonterra começou a agir de uma forma mais unificada e coerente.
Fonte: NzHerald.co.nz (por Liam Dann), adaptado por Equipe MilkPoint
Neozelandesa Fonterra demitirá 700 funcionários
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