Município paulista estrutura cadeia do búfalo e eleva em mais de 300% valor ao produtor

O município de Sarapuí, no estado de São Paulo, estruturou a cadeia produtiva do leite de búfala, ampliou o valor pago ao produtor de R$ 3,20 para R$ 13,20 por litro e passou a incorporar derivados na alimentação escolar a partir de um modelo reconhecido na etapa paulista do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora (PSPE).

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O município de Sarapuí, SP, estruturou a cadeia produtiva do leite de búfala, aumentando o preço pago ao produtor de R$ 3,20 para R$ 13,20 por litro. O modelo, que envolve 107 famílias, inclui a transformação do leite em derivados para a alimentação escolar. A prefeitura criou o Serviço de Inspeção Municipal e legalizou cozinhas rurais para impulsionar a industrialização. A iniciativa visa reduzir o êxodo rural e foi apoiada pela Associação Brasileira de Criadores de Búfalos. O município também investiu R$ 500 mil em uma queijaria local.
O município de Sarapuí, no estado de São Paulo, implementou um modelo que estruturou a cadeia produtiva do leite de búfala e passou a incorporar derivados na alimentação escolar. Reconhecido na etapa paulista do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora (PSPE), o modelo levou o valor pago ao produtor de R$ 3,20 para R$ 13,20 por litro.

A estratégia envolve mais de 107 famílias e cerca de 500 pessoas diretamente ligadas à atividade. A atuação da prefeitura reorganizou a produção local com foco na agregação de valor, estimulando a transformação do leite em produtos como iogurte, queijo e requeijão.

O prefeito de Sarapuí, professor Gustavo, explica que a mudança ocorreu a partir da necessidade de reduzir a dependência dos produtores em relação aos preços pagos por laticínios. “O nosso objetivo foi trabalhar o valor agregado desses produtos e criar um modelo em que a própria prefeitura também participa como compradora, garantindo renda mais estável e melhores condições para quem produz”, afirma.

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Entre as medidas adotadas estão a criação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e a legalização de cozinhas rurais, permitindo que os produtores avancem na industrialização. Os derivados de leite de búfala passaram a integrar a merenda escolar e programas sociais, ampliando o mercado local e a previsibilidade de demanda.

Gustavo destacou que o modelo busca também conter o êxodo rural. “Quando a atividade passa a gerar mais renda e previsibilidade, as famílias conseguem permanecer no campo e enxergar futuro na produção”, diz.

A Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) atua no apoio técnico e no fortalecimento da cadeia, contribuindo para a organização da produção e a qualificação dos produtos. A entidade também participa da articulação para ampliar o reconhecimento da bubalinocultura como alternativa de renda no meio rural.

O presidente da ABCB, Simon Riess, salienta que a aliança entre gestão pública e a cadeia produtiva mostra o potencial da atividade. “Fico muito feliz em ver este trabalho sendo realizado pela prefeitura de Sarapuí. Isso só mostra o poder de duas forças: a força de uma gestão pública sendo conduzida por pessoas competentes, onde a população se fortalece e gera riqueza, e a força do búfalo, essa espécie espetacular, que gera renda e se mostra cada vez mais sustentável. Búfalo, mais gestão eficiente, é sinônimo de sucesso", reforça.

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O município também destinou R$ 500 mil, com recursos do governo do estado de São Paulo, para a implantação de uma queijaria vinculada à cooperativa local, ampliando a capacidade de industrialização e comercialização.

As informações são de Nestor Tipa Júnior/AgroEffective, adaptadas pela equipe MilkPoint.

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