Paraná acelera no leite: dos queijos finos no campo às megafábricas industriais

Paraná investe R$ 3,8 mi com o Biopark para expandir queijos finos e elevar a renda no campo. Na mesma linha de valor agregado, o estado também avança com novos investimentos industriais liderados pela Piracanjuba, reforçando a transformação da cadeia leiteira.

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: - 3 minutos de leitura

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 3

Sem tempo? Leia o resumo gerado pela MilkIA
O Governo do Paraná e o Biopark investem R$ 3,8 milhões para expandir a produção de queijos finos, visando aumentar o faturamento rural em até 380%. A iniciativa transforma a venda de leite cru em queijos gourmet, com suporte técnico gratuito e acesso ao crédito. Barreiras incluem regularização sanitária e marketing. Simultaneamente, o Grupo Piracanjuba inaugurou uma fábrica em São Jorge D'Oeste, focada em queijos e produtos de maior valor agregado, gerando 250 empregos diretos.
O Governo do Paraná e o Biopark anunciaram um investimento de R$ 3,8 milhões para expandir a produção de queijos finos no estado. A iniciativa visa transformar a cadeia leiteira, trocando a venda de leite comum por produtos premiados que podem elevar o faturamento rural em até 380%.

O objetivo é agregar valor à produção de leite. Em vez de vender o leite cru (in natura) o produtor passa a fabricar queijos maturados e gourmet. Isso permite transformar um volume de leite que renderia R$ 40 em um queijo que pode ser vendido por até R$ 400 o quilo, dependendo da qualidade e das premiações recebidas.

Como funciona a parceria entre o governo e o Biopark e quais são os maiores desafios para o pequeno produtor? 

O projeto é gratuito para o produtor e oferece suporte técnico completo. O Biopark, que é um parque tecnológico em Toledo, fornece os protocolos de fabricação e capacitação técnica, enquanto o Estado auxilia na orientação regulatória e no acesso ao crédito. Após o início da produção, o retorno financeiro costuma aparecer em um período que varia entre seis e 18 meses.

Continua depois da publicidade

O investimento na propriedade rural varia conforme a tecnologia e a escala desejada, ficando geralmente entre R$ 30 mil e R$ 150 mil. Esse dinheiro é usado principalmente para adequar as instalações e adquirir equipamentos específicos, como câmaras de maturação, que são essenciais para dar o sabor e a textura diferenciados aos queijos finos.

As principais barreiras são a regularização sanitária, o investimento em equipamentos e a comercialização. Além de aprender a técnica de fabricação, o produtor precisa entender de gestão e marketing, criando uma marca própria e embalagens atraentes para conquistar um consumidor que busca produtos artesanais e de origem garantida.

A iniciativa tem ajudado a frear o êxodo rural. Com a maior lucratividade, muitos jovens que saíram das propriedades para estudar estão retornando para investir na agroindústria da família. Quando o produtor percebe que consegue valorizar seu produto e garantir um mercado estável, ele ganha uma perspectiva real de futuro para as próximas gerações dentro da própria terra.

Indústria acelera no Paraná e reforça aposta em lácteos de maior valor agregado

Na mesma direção de agregar valor à cadeia leiteira paranaense, o estado também foi palco, na última semana, de um movimento relevante liderado pela indústria. O Grupo Piracanjuba inaugurou uma nova unidade industrial em São Jorge D’Oeste (PR), posicionando-se entre as maiores fábricas de queijo do Brasil e reforçando sua estratégia de expansão nacional.

Com capacidade inicial para processar 1,2 milhão de litros de leite por dia, a planta inicia suas operações focada na produção de manteiga e queijos, mas já nasce com um plano robusto de diversificação. Nas próximas fases, o complexo passará a produzir ingredientes de maior valor agregado, como whey protein, lactose em pó e requeijão — ampliando a presença da empresa em categorias estratégicas e reduzindo a dependência de importações no país.

O investimento, viabilizado com apoio do programa Paraná Competitivo e financiamento do BNDES, também traz impactos diretos para o desenvolvimento regional. A unidade começa com cerca de 250 empregos diretos e potencial de expansão, além de movimentar toda a cadeia produtiva, desde produtores rurais até fornecedores de serviços.

Mais do que um avanço industrial, a iniciativa sinaliza uma convergência importante com projetos como o do Biopark: a aposta crescente em produtos de maior valor agregado como caminho para fortalecer a competitividade do leite brasileiro.

Vale a pena ler também: Conseleite/PR divulga projeção do valor de referência do leite a ser pago em abril/26

As informações são da Gazeta do Povo e da Piracanjuba, adaptadas pela equipe MilkPoint.

QUER ACESSAR O CONTEÚDO? É GRATUITO!

Para continuar lendo o conteúdo entre com sua conta ou cadastre-se no MilkPoint.

Tenha acesso a conteúdos exclusivos gratuitamente!

Ícone para ver comentários 0
Ícone para curtir artigo 3

Publicado por:

Foto MilkPoint

MilkPoint

O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Qual a sua dúvida hoje?