Notícia de Edivaldo Bitencourt para o Correio do Estado/MS informou que a estiagem derrubou a produção leiteira entre 50% e 82% no Mato Grosso do Sul. A crise pode ser medida pelas conseqüências na indústria. A Cooperativa Mista dos Produtores de Leite (Coomleite), por exemplo, atrasou o pagamento dos salários dos funcionários e dos fornecedores.
Segundo a tesoureira da cooperativa, Rosângela Maria Carvalho de Souza, a produção teve queda de 82%, de 40 mil litros diários para apenas 7 mil.
Dos 500 produtores, 10% já abandonaram a Coomleite devido ao atraso no pagamento desde julho. A situação só deverá ser normalizada em 40 dias, quando começa a safra no estado. Na semana passada, a produção já teve acréscimo de 4 mil litros de litro na produção, de 7 mil para 11 mil litros por dia.
A indústria Saga Agroindustrial, produtora do leite São Gabriel, é outra que reduziu a produção e está com capacidade ociosa, segundo o proprietário, Carlos Alberto Rosso. A produção do leite caiu de 220 mil litros para 100 mil litros por dia, queda de 54,5%.
Além da baixa produção, muitos produtores estão preferindo vender para indústrias de outros estados, pois receberam incentivo do governo estadual, que os isentou do pagamento de tributos a venda do leite para outras regiões do país.
Além disso, o safra de leite nos estados do Sul causará redução de dois a três centavos no valor pago ao produtor em Mato Grosso do Sul. Conforme previsão da coordenadora da Câmara Técnica do Leite, Adriana Mascarenhas, o valor terá redução de 6,6%, variando de R$ 0,45 para R$ 0,42. Ela cita ainda que a redução no preço ao consumidor também é um fator responsável pela redução, por causa da grande concorrência, acirrada com a venda de produtos paraguaios e de bebida láctea como se fosse leite.
MS: falta de leite deixa indústria ociosa
Notícia de Edivaldo Bitencourt para o Correio do Estado/MS informou que a estiagem derrubou a produção leiteira entre 50% e 82% no Mato Grosso do Sul. A crise pode ser medida pelas conseqüências na indústria. A Cooperativa Mista dos Produtores de Leite (Coomleite), por exemplo, atrasou o pagamento dos salários dos funcionários e dos fornecedores.
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ROBERTO CUNHA FREIRE
LEOPOLDINA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE
EM 19/09/2006
Muito boa a matéria. Acredito que tal situação também poderá ocorrer em Minas Gerais, mais precisamente na região da Zona da Mata Mineira, onde as cooperativas estão adotando medidas de administração predatórias para com os produtores locais, comprando leite em pó de outras regiões, ou mesmo importado e hidratando, o que sem dúvida provoca a queda do preço do produto comprado diretamente do produtor.
Porém, os produtores mais conscientes, conhecendo essa prática das cooperativas, estão migrando para outros compradores, o que poderá levar também à paralisação das mesmas por falta de matéria-prima, ou seja, poderão morrer por inanição por culpa delas mesmas por adotarem uma administração voltada somente para indústria própria.
Para esse tipo de administração, os produtores só têm uma alternativa: mudar a direção dessas cooperativas e exigir uma parceria justa e correta dos futuros gestores, pois é muito fácil administrar uma empresa onde o fornecedor de matéria-prima banca as mordomias, empreguismos e outras mazelas de uma gestão predatória.
Creio que o produtor de leite deveria se organizar melhor e protestar nas ruas, nos meios de comunicação, mostrando a realidade dos fatos ao povo sobre a atual conjuntura que estão sendo submetidos.
Aliás onde está a fiscalização? Quando são feitas? Será que há freqüência e assiduidade na verificação da qualidade dos produtos que essas cooperativas estão colocando no mercado para consumo da população? São perguntas que ficam no ar, para serem respondidas pelas autoridades competentes.
Porém, os produtores mais conscientes, conhecendo essa prática das cooperativas, estão migrando para outros compradores, o que poderá levar também à paralisação das mesmas por falta de matéria-prima, ou seja, poderão morrer por inanição por culpa delas mesmas por adotarem uma administração voltada somente para indústria própria.
Para esse tipo de administração, os produtores só têm uma alternativa: mudar a direção dessas cooperativas e exigir uma parceria justa e correta dos futuros gestores, pois é muito fácil administrar uma empresa onde o fornecedor de matéria-prima banca as mordomias, empreguismos e outras mazelas de uma gestão predatória.
Creio que o produtor de leite deveria se organizar melhor e protestar nas ruas, nos meios de comunicação, mostrando a realidade dos fatos ao povo sobre a atual conjuntura que estão sendo submetidos.
Aliás onde está a fiscalização? Quando são feitas? Será que há freqüência e assiduidade na verificação da qualidade dos produtos que essas cooperativas estão colocando no mercado para consumo da população? São perguntas que ficam no ar, para serem respondidas pelas autoridades competentes.