Uma comissão formada por representantes do Sindicato Rural de Campo Grande (SRCG), o presidente da Associação de Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Laucídio Coelho Neto e o vereador Edil Albuquerque representando a Câmara Municipal de Vereadores se articula para na próxima semana ir ao Ministério Público Estadual (MPE). A meta é estancar o processo de combate à venda de leite in natura e derivados, que se antecipa ao veto de comercialização desses produtos, previsto por lei, a partir de 2005.
A proposta é que a Promotoria Pública não atue só junto aos distribuidores do produto e sim na cadeia como um todo, onde o ponto de estrangulamento parte da dificuldade de conseguir uma remuneração adequada pelo litro de leite.
Uma das propostas encaminhadas pelo SRCG seria a atuação em conjunto com empresas prestadoras de serviço, que beneficiariam o produto. Já existem laticínios que oferecem o serviço de beneficiamento e empacotamento por R$ 0,20 o litro. Somando o frete (R$ 0,10) o produtor poderia estar vendendo o litro do leite por R$ 0,80 e já estaria ganhando R$ 0,50. Bem mais que o valor pago hoje por laticínios, que varia de R$ 0,26 a R$ 0,29 por litro.
Albuquerque apresentou a legislação mineira em vigor desde o ano passado que dispõe sobre a produção do chamado "queijo mineiro artesanal", que dispõem sobre moldes de produção e cuidados sanitários e que pode servir de modelo para o Estado. Para isso, afirmou, ele vai buscar envolvimento também de parlamentares da Assembléia Legislativa, já que grande parte do leite que entra na Capital vem de outros municípios como Jaraguari e Bandeirantes.
Nesta semana, uma carta endereçada ao coordenador do Centro de Apoio Operacional da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, Francisco de Oliveira Pinto, vai relatar os problemas sociais que a exigência do Ministério Público poderá trazer aos produtores rurais e consumidores.
O prefeito de Camapuã, Moysés Nery, disse que no interior do Estado os produtores de leite estão apreensivos porque, além de desconhecerem a lei, não terão tempo de se adequarem. "Ainda que o produtor faça um esforço enorme e consiga montar uma mini-usina, diante dos grandes laticínios, a pequena indústria já nasce destinada a morrer", sentenciou.
Campo Grande comercializa até 50 mil litros de leite in natura diariamente
Só em Campo Grande a estimativa do diretor do Departamento de Leite do Sindicato Rural de Campo Grande (SRCG), Denis Vilela, é de que sejam vendidos diariamente de 40 a 50 mil litros de leite in natura ou derivados como queijos e doces.
Fonte: Campo Grande News (por Fernanda Mathias), adaptado por Equipe MilkPoint
MS: Comissão busca soluções para leite in natura
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