MP do RS prende funcionárias de laboratório por fraude no leite

O Ministério Público do Rio Grande do Sul cumpriu na manhã desta quinta-feira (11) quatro mandados de prisão preventiva contra funcionárias do laboratório de um posto de resfriamento em Jacutinga, na Região Norte [...]

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul cumpriu na manhã desta quinta-feira (11) quatro mandados de prisão preventiva contra funcionárias do laboratório de um posto de resfriamento em Jacutinga, na Região Norte. As prisões fazem parte da sétima fase da Operação Leite Compensado, deflagrada na semana passada. Foi descoberta a adição de água e sal ao produto.

Segundo as investigações, as quatro mulheres presas eram responsáveis por mascarar os resultados de laudos. Há suspeita ainda de que elas incentivavam os motoristas a adicionarem água nos compartimentos em quantidade que não aparecesse nos testes realizados. As quatro laboratoristas foram encaminhadas ao Presídio de Erechim, também no Norte do estado.
Na sétima fase da Operação Leite Compensado, o MP descobriu que em diversos casos o produto já saía adulterado da propriedade rural. Ao todo, 21 pessoas foram presas e um posto de resfriamento interditado.

Leite era adulterado com água e sal

De acordo com o MP, a fraude consiste na adição de água no leite por parte de alguns produtores nas cidades de Viadutos, Machadinho e Maximiliano de Almeida. Tanto os produtores quanto os motoristas também adicionavam sal ao leite com água para ampliar o ponto de congelamento do alimento e mascarar a fraude econômica.

Laudos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) comprovam a fraude. Durante o cumprimento dos mandados de busca, ainda foram encontradas agendas e planilhas com dados que, segundo o MP, também reforçam a adulteração.

Conforme as investigações, a regra era a adição de água na proporção de 10% do volume. No entanto, alguns produtores chegaram a adicionar 200 litros de água a 500 litros de leite (produção média diária das propriedades), uma adulteração de até 40%. O valor resultante da fraude era dividido mensalmente entre produtores, motoristas e empresários.

O leite adulterado teria sido encaminhado para indústrias que abasteciam grandes marcas, mas nenhum lote do produto precisou ser recolhido do mercado, pois não há riscos à saúde dos consumidores, conforme o MP. O promotor Mauro Rockenbach destacou que, apesar disso, a adição de água e sal ao leite consiste em fraude econômica.

A notícia é do G1 – Rio Grande do Sul.
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Luiz Dall'Asen
LUIZ DALL'ASEN

XAXIM - SANTA CATARINA - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 14/05/2015

eu concordo com você  vanerli somente tem um porem que se chama empresas grandes o problema e esconder ai noa causa mal a saúde dos consumidores
Vanerli Beloti
VANERLI BELOTI

LONDRINA - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 23/12/2014

Não concordo que o lote fraudado não precisa ser recolhido apenas por não apresentar riscos à saúde do consumidor. Imagine o consumidor pagar o mesmo preço por um produto que tem até 40 % de água. Entendo que cabe à indústria e a todos os envolvidos arcar com o ônus da fraude.
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