Ministério Público ajuíza ação coletiva por adulteração de leite no RS

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) informou na sexta-feira que ofereceu denúncia criminal na Justiça de Gaurama contra 22 pessoas envolvidas na sétima fase da Operação Leite Compensado [...]

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O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) informou na sexta-feira que ofereceu denúncia criminal na Justiça de Gaurama contra 22 pessoas envolvidas na sétima fase da Operação Leite Compensado. Foi também ajuizada uma ação coletiva de consumo, com pedido de liminar, contra a empresa Transportes Rafinha Ltda., que coletava leite com adição de água.

Conforme dados do MP, os denunciados, tanto os produtores quanto os motoristas, adicionavam água e sal ao leite para ampliar o ponto de congelamento do alimento e mascarar a fraude econômica.

Na denúncia criminal, o MP descreve 29 fatos delituosos envolvendo Walter Roberto Krukowski, Paulo César Bernstein, Divonir Longo Rambo, Paulo César Ruhmke, Genoir Roque Hojnowski, Sidmar Ribeiro Rodrigues, Indionei Eliezer de Souza, Matheus Alberto Burggraf, Luciano Antônio Nilson, Fabiana Machado da Silva Nilson, Marlus Muller, Michel Adriano Schinatto, Amauri Rempel, Andresa Segatt, Arino Adalberto Adami, Angelo Antonio Paraboni Filho, Márcia Bernard, Elizete Marli Bessegato, Cristiane Biasus, Daniela Tamanho, Angélica Rempel e Elizar Lisovski. Conforme o MP-RS, com exceção de Elizar Lisovski, todos os denunciados estão presos.

De acordo com informações do Ministério Público, na associação criminosa, Krukowski e Bernstein, proprietários da empresa Transportes Rafinha Ltda., além de saberem das condições das cargas de leite adulteradas, corrompidas e falsificadas transportadas pelos seus empregados (motoristas), realizavam a adulteração e o próprio transporte do produto até as empresas Rempel & Coghetto e Cooperativa Tritícola Erechim – Cotrel.

Também estão no rol de denunciados as laboratoristas Daniela Tamanho, Cristiane Biasus, Márcia Bernard e Angélica Rempel, funcionárias do laboratório do posto de resfriamento Rempel & Coghetto Ltda., de Jacutinga, e presas preventivamente na última quinta-feira, dia 11. Elas eram responsáveis, conforme o MP-RS, por mascarar os resultados de laudos e, inclusive, incentivaram os motoristas a adicionarem água nos compartimentos em quantidade que não aparecesse nos testes realizados.

O Ministério Público também ajuizou ação coletiva de consumo, com pedido de liminar, para que a empresa Transportes Rafinha Ltda. e os donos Walter Roberto Krukowski e Paulo César Bernstein se abstenham de produzir, transportar ou fornecer produtos lácteos que não atendam às normas legais.

Na ação, o MP pede a quebra do sigilo bancário dos demandados e a decretação da indisponibilidade dos bens, como caminhões, carros e propriedades privadas.

A notícia é do Jornal Valor Econômico.
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Luis Henrique Martinazzo
LUIS HENRIQUE MARTINAZZO

RONDINHA - RIO GRANDE DO SUL - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 16/12/2014

Eu só gostaria de saber é porque que não põem o nome da empresa que estes produtores entregavam o leite? Porque e a tão famosa BRF!! Dona das marcas Elegê, Batavo, Perdigão e Sadia!
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