O evento acontecerá de forma simultânea no Instituto de Laticínios Cândido Tostes (ILCT), em Juiz de Fora, onde estará reunida a parte científica, que conta com o Congresso Nacional de Laticínios, a Semana do Laticinista e o Concurso Nacional de Produtos Lácteos, e também no Expominas de Juiz de Fora, onde acontecerá a parte de negócios. Lá estarão a Exposição de Máquinas, Equipamentos, Embalagens e Insumos para a Indústria Laticinista (Expomaq) e a Exposição de Produtos Lácteos (Expolac).
Conforme o diretor de Pesquisa e Inovação da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Trazilbo José de Paula Júnior, o Minas Láctea acontece a cada dois anos e é importante para a cadeia laticinista, que tem a oportunidade de conhecer os avanços científicos, as tecnologias, inovação e também participar de concursos e investir em máquinas e equipamentos.
“Durante os três dias do Minas Láctea, a cadeia laticinista se reúne para ampliar os conhecimentos técnicos, trocar experiências, divulgar os produtos e conhecer novidades do setor. Teremos o concurso com 14 categorias de produtos lácteos, entre elas, o produto inovação”.
Um dos momentos mais aguardados é o 48º Concurso Nacional de Produtos Lácteos (CNPL), onde as indústrias laticinistas de diversas partes do País inscrevem produtos para concorrer nas 14 categorias propostas que incluem doce de leite, queijos, requeijão, manteigas, entre outros. A avaliação é feita por 46 juízes, que são profissionais de universidades, indústrias e dos serviços de inspeção federal, estadual e municipal.
Todos os produtos passam pelo julgamento que avalia os atributos sensoriais como aspecto global, cor, textura, odor, aroma, consistência e sabor. Na categoria “Produto Lácteo Inovador” são avaliados os atributos aspecto global, criatividade e aceitação. “O concurso é um dos momentos mais esperados e indústrias de várias partes do País participam. O certame gera grande visibilidade para os produtos vencedores, o que é muito importante para as indústrias se diferenciarem no mercado”.
Outro destaque do Minas Láctea 2026 é a 48ª edição da Expomaq, feira que é referência em difusão de tecnologias para leite e derivados e na apresentação de novos produtos, equipamentos e maquinários para o setor. Nesta edição, estarão reunidos cerca de 110 expositores e a expectativa é movimentar R$ 800 milhões em negócios concretizados.
“Essa perspectiva considera um aquecimento da demanda que estamos notando em relação à edição anterior, que foi há 2 anos. Este ano, tivemos um recorde de inscrições para o evento, recorde de publicações e também na procura por parte dos expositores. Assim, as expectativas são positivas e esperamos receber cerca de 12 mil visitantes ao longo do evento”, explicou Trazilbo.
Já na 49ª Expolac, que também integra o Minas Láctea 2026, será possível visitar os stands das indústrias lácteas, onde haverá degustação de produtos e palestras sobre harmonizações de lácteos. A 38ª edição do Congresso Nacional de Laticínios (CNL) reunirá as inovações do setor laticinista, onde especialistas em pesquisa e produção de leite e derivados apresentarão visões sobre os temas apresentados, discutindo novas abordagens, tendências e perspectivas para a cadeia produtiva do leite.
Os principais especialistas em pesquisa e tecnologia em leite e derivados estarão reunidos na 44ª Semana do Laticinista, que contará com agenda técnica de minicursos. A programação é direcionada a estudantes, professores, pesquisadores e profissionais da indústria do setor de leite e derivados.
As informações são do Diário do Comércio.
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