Minas Gerais quer crédito para retenção de matrizes leiteiras
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A secretaria de Estado da Agricultura encaminhou ofício à superintendência do Banco do Brasil em Minas com o pedido de liberação de crédito para a retenção de matrizes. A proposta é uma das sugestões apontadas pelo diagnóstico do setor rural mineiro, concluído no mês passado a partir de 700 reuniões com produtores de todas as regiões mineiras.
O secretário da Agricultura de Minas Gerais, Odelmo Leão, disse que espera uma resposta da instituição até o fim do mês e pediu que a proposta de crédito para retenção de matrizes seja incluída na liberação de recursos que será anunciada para Minas Gerais no mês de julho.
Segundo ele, o valor de R$ 1,5 mil por cabeça, preço médio de uma vaca girolando, seria o ideal para referência da linha de crédito, mas não acredita que o banco libere essa quantia.
Pela proposta do Sindicato dos Produtores Rurais de Uberlândia, os pecuaristas seriam obrigados a reter as matrizes por um período de cinco anos, com carência de dois anos para pagamento, juros de 8,75% ao ano e liberação de 50% do valor do rebanho. A estimativa é de um valor médio de R$ 50 mil por produtor e somente em Uberlândia cerca de 300 ruralistas poderiam ser beneficiados pelo projeto.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Uberlândia, Paulo Roberto Andrade Cunha, os produtores de leite estão descapitalizados e a maior parte sem estímulo para se manter na atividade. Segundo ele, é preciso melhorar a renda do produtor, que recebe hoje cerca de R$ 0,50 por litro de leite.
Para Cunha, as câmaras setoriais são uma alternativa para se colocar o produtor, indústrias, laticínios e supermercados na mesa de negociação e melhorar a remuneração. "Se continuar assim, em cinco anos poderemos perder a posição de maior produtor de leite do País. Outro problema pode ser a falta de matrizes para reposição nas propriedades em um curto espaço de tempo", afirmou.
O produtor rural Édson Angoti possui um plantel de 100 vacas girolando e cerca de 70 estão em produção, que chega a mil litros de leite diariamente. Em um ano ele comercializou cerca de 30 matrizes para outros pequenos produtores e outras seis para corte por apresentarem algum tipo de deficiência.
O produtor tem uma situação privilegiada por não depender exclusivamente da atividade leiteira, mas afirmou que muitos pecuaristas não têm uma renda permanente durante o ano e precisam vender os animais para fazer caixa. "Neste ano o preço do leite ainda está um pouco melhor mas, quando o produtor se vê em dificuldades, a primeira opção é vender vacas", disse.
Ele considerou a liberação de crédito para a retenção de animais como uma boa alternativa para aquecer o setor desde que a proposta inclua juros mais baixos e um prazo de pagamento alongado.
Fonte: Jornal Correio/Uberlândia (por Cladio Marcos), adaptado por Equipe MilkPoint
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POMPÉU - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 21/06/2003
Mas independente de ser aceita ou não a idéia é de uma simplicidade tão bonita que surge a pergunta. "Como é que eu não pensei nisto antes?"
O efeito mais interessante desta medida caso viesse a ser adotada é sobre o psicológico do produtor. Se tem alguém me pagando para continuar com as minhas vacas é porque acreditam em mim e na atividade que exerço.
Meus parabéns, se sua idéia não vingar é porque o mundo nem sempre é justo. Boa e altruísta a idéia é.