MG: Sarita pode entrar no mercado internacional

Com o interesse da China e Índia por produtos como o leite longa vida, sucos e achocolatados, o Laticínios Santa Rita, detentor da marca Sarita, cuja unidade opera em Muriaé (MG), começa a vislumbrar a possibilidade de entrar no mercado externo.

Publicado por: MilkPoint

Publicado em:

Ícone para ver comentários 1
Ícone para curtir artigo 0

Com o interesse da China e Índia por produtos como o leite longa vida, sucos e achocolatados, o Laticínios Santa Rita, detentor da marca Sarita, cuja unidade opera em Muriaé (MG), começa a vislumbrar a possibilidade de entrar no mercado externo.

"Estamos abrindo agora o caminho para as exportações", disse o diretor comercial do laticínio, Wladimir Vasconcelos Donato. E o momento é propício para investir neste setor, já que a tonelada da matéria-prima no mercado internacional está sendo comercializada a US$ 3,5 mil, enquanto que no ano passado o valor médio da tonelada ficou em US$ 2,3 mil.

As informações são do Diário do Comércio/MG.
Ícone para ver comentários 1
Ícone para curtir artigo 0

Publicado por:

Foto MilkPoint

MilkPoint

O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

Roberto Cunha Freire
ROBERTO CUNHA FREIRE

LEOPOLDINA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE GADO DE CORTE

EM 08/04/2007

Muito bom, a San Rita vem demonstrando através do seu estilo de gerenciamento comercial um avanço muito grande no que tange a captação de leite aqui na região de Leopoldina - MG. Vários colegas produtores de leite cooperados migraram para a San Rita numa demonstração clara de insastifação com o tipo e modelo de gestão adotado por cooperativas de leite que atuam na nosa região.

Só para se ter uma idéia, o valor pago aos produtores rurais de leite cooperados pelas mesmas é sempre inferior aos pagos pela San Rita e pela Parmalat, chega a ser perto de R$ 0,01 (um centavo). É lamentável tal dispararidade, mas é o que está imperando por muito tempo na nossa região.

Isso significa, traçando um diagnóstico pessoal, que não está havendo parceria entre algumas cooperativas da região e seus produtores cooperados, principalmente as que industrializam seus produtos, pois a fuga de cooperados em busca de melhores remunerações para o que produzem leite em suas propriedades é muito elevada.

Todos os produtores que fazem conta e levam seus custos na ponta do lápis, chegam à conclusão que só a indústria, supermercados e fornecedoras de embalagens que levam vantagens. Mas como tudo na vida tem começo, meio e fim, e que também dinheiro não gosta de bobo, muitos dos colegas já acordaram e estão pulando do barco antes que sejam vítimas da própria insensatez desse tipo de gestão que certas cooperativas vêm adotando. Elas que nasceram para induzir o progresso, estimular a produção e regulamentar o mercado, estão justamente fazendo o contrário, pelo menos é o que se vê na prática por aqui.

Muitas inclusive já fecharam por inanição, ou seja, por falta fornecedor de matéria-prima. Creio que diante desse fato, vejo como única alternativa de salvar o nosso setor cooperativista, os nossos congressistas estudarem medidas para alterarem as legislações que regem essa matéria no Brasil, pois algumas cooperativas mantêm em suas direções as mesmas pessoas por mais 15 ou 20 anos, o que não acho justo.

Precisamos modernizar e oxigenar o setor, o caminho aponta para essa saída. Quando o governo lançou o PAC, reflitam, nada se falou, para estimular o setor leiteiro. Talvez o começo, está na reforma da legislação no sentido de impedir a perpetuação de mentalidades retrógradas à frente das gestões dessas cooperativas de leite, que mais exploram do que ajudam nós produtores rurais de leite.
Qual a sua dúvida hoje?